Alimentação portuguesa reduz risco de problemas cardíacos

Estudo publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”

13 junho 2010
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A alimentação típica do norte de Portugal e da Galiza foi associada a um baixo índice de mortalidade causada por doenças cardíacas, refere um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto publicado no “American Journal of Clinical Nutrition”.

 

Para averiguar se o padrão alimentar tinha alguma influência na baixa ocorrência de problemas no coração, a equipa liderada por Andreia Oliveira acompanhou 820 pacientes vítimas de enfarte agudo do miocárdio e 2.196 pessoas que não sofreram este problema. Todos os participantes da investigação residiam na mesma região.

 

A investigação mostrou que os participantes que seguiam fielmente a dieta portuguesa apresentaram um risco de enfarte 33% inferior ao dos que ingeriam dietas diferentes.

 

Contudo, a equipa de cientistas também verificou que a alimentação tradicional portuguesa pode ser melhorada. O estudo apurou que, se se diminuísse a ingestão de carne (vermelha e de porco) e de batatas, o risco de sofrer um enfarte agudo do miocárdio baixava 60%.

 

Segundo os cientistas, a percentagem de mortes causadas por doenças cardiovasculares no norte de Portugal e na Galiza é similar à registada em França, Itália e Grécia, onde se consome uma dieta de estilo mediterrânico, rica em frutas e produtos hortícolas, azeite, cereais integrais e nozes e relativamente baixa em produtos lácteos e carne vermelha.

 

A dieta portuguesa, de acordo com o estudo, é baseada, principalmente, no consumo de peixe, especialmente bacalhau, carne vermelha, porco, lacticínios, legumes, batata e vinho durante as refeições.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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