Alimentação na gravidez pode reduzir risco de Alzheimer no bebé

Estudo publicado na “Molecular Psychiatry”

14 janeiro 2019
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Um novo estudo revelou que a suplementação da dieta materna com um determinado composto poderá ajudar a evitar o risco de doença de Alzheimer no bebé, futuramente.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores coliderada por Ramon Velazquez e Salvatore Oddo do Centro de Investigação de Doenças Neurodegenerativas da Universidade do Estado do Arizona, EUA, o estudo apurou que a colina, um importante nutriente, revelou-se promissora contra aquela doença neurodegenerativa.
 
Para o seu estudo, os investigadores manipularam ratinhos para apresentarem sintomas semelhantes à doença de Alzheimer e que se reproduziram. Durante a gestação, alguns ratinhos receberam uma alimentação rica em colina e outros receberam a quantidade normal daquele nutriente.
 
Como resultado, as crias dos ratinhos que tinham sido suplementados com níveis elevados de colina revelavam uma melhoria na memória espacial em relação às crias dos ratinhos com níveis de colina normal durante a gestação.
 
Adicionalmente, os efeitos benéficos da colina foram observados não só na primeira geração de crias, mas também nas da geração seguinte.
 
A equipa explicou que o risco da doença de Alzheimer duplica perante níveis elevados no cérebro de um aminoácido conhecido como homocisteína. Esta substância contribui para deteriorar o tecido cerebral e para a acumulação de placas de proteína de beta-amiloide.  
 
A colina é benéfica na medida em que tem a capacidade de desacelerar aquela deterioração, convertendo a homocisteína em metionina, a qual constitui uma substância benéfica.
 
Os autores do estudo indicaram ainda que a colina reduz a atividade das células da microglia, que ajudam a eliminar as toxinas do cérebro. No entanto, na presença da Alzheimer, estas células podem tornar-se hiperativas e causar inflamação, exterminando as células do cérebro.
 
“Ninguém tinha ainda demonstrado os benefícios transgeracionais da suplementação com colina. Isto é a novidade do nosso trabalho”, comentaram os autores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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