Alguns ratos são imunes à pior arma do terrorismo biológico
01 outubro 2001
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Cientistas identificaram em ratos uma peculiaridade genética que os protege contra o carbúnculo, a doença mais susceptível de ser utilizada durante um ataque de terrorismo biológico.
 

 

A investigação vai ajudar a encontrar antídotos para esta devastadora doença, também conhecida pela sua denominação em inglês de antrax, ou, pelo menos, a entender como actua o bacilo que a provoca, considerado uma das bactérias mais perigosas.
 

 

Os atentados de 11 de Setembro contra os Estados Unidos transformaram a ameaça com armas químicas e bacteriológicas no mais temível dos cenários.
 

 

Segundo o procurador geral norte-americano, John Ashcrof, o perigo persiste.
 

 

Investigadores da Escola de Medicina de Harvard, do Instituto Whitehead, em Massachusetts, e do Instituto Howard Hughes, do Maryland, realizaram entretanto uma descoberta que pode ajudar a enfrentar este tipo de ameaça.
 

 

Apesar de não saberem porquê, uma estirpe de ratos de laboratório possui uma modificação no gene Kif1C, localizado no cromossoma 11, que os protege contra a infecção do Bacillus anthracis, que provoca o carbúnculo.
 

 

«Uma vez que a biologia se repete ao longo das espécies, acreditamos que através do estudo deste mecanismo nos ratos seja possível descobrir muitas coisas sobre o processo de infecção noutras espécies, incluindo nos seres humanos», disse William Dietrich, um dos cientistas do Instituto Howard Hughes.
 

 

Fonte: Lusa

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