Alguns centros de saúde negam consulta a jovens que procuram contracepção de emergência

Estudo da associação de defesa do consumidor DECO

03 dezembro 2010
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Metade das unidades de saúde envolvidas num estudo da associação de defesa do consumidor DECO negou a consulta a jovens que procuraram contracepção de emergência e a maioria das farmácias não seguiu as melhores práticas na dispensa do medicamento. O estudo foi publicado na revista Teste Saúde de Dezembro.

 

A DECO pediu a jovens entre os 14 e os 18 anos para que solicitassem contracepção de emergência em 118 locais: 78 farmácias, 35 centros de saúde e unidades de saúde familiar (USF) e cinco gabinetes de saúde juvenil do Instituto Português da Juventude (IPJ). O objectivo era o de verificar se existe acesso fácil a este recurso, como refere a lei, e avaliar a informação prestada.

 

Segundo o estudo, em 19 centros de saúde foi negada uma consulta “quase sempre por não estarem inscritos no local”. O estudo da DECO indica também que as 88 farmácias analisadas venderam o medicamento, mas a maioria das utentes saiu sem a informação de que o medicamento deve ser tomado o mais rapidamente possível, no prazo de 72 horas após a relação sexual, a fim de garantir maior eficácia. A associação de consumidores refere, igualmente, que os conselhos sobre prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis foram raros.

 

Em comunicado citado pela agência Lusa, a DECO sublinha a importância do “respeito da lei pelas unidades do Serviço Nacional de Saúde e considera que as farmácias devem aconselhar as jovens e encaminhar para consultas de planeamento familiar”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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