Algas e plantas: investigadores procuram potencial farmacológico

Investigação da Universidade dos Açores

12 março 2013
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Investigadores da Universidade dos Açores procuram identificar compostos químicos produzidos por algas e plantas terrestres existentes nas ilhas e suscetíveis de serem utilizados como medicamentos.

 

“Quer da parte da biologia, quer da parte da química, estamos unânimes que temos aí potencial. Agora é preciso provar esse potencial. Estamos nessa fase”, revelou à agência Lusa a investigadora Ana Seca.

 

Muitos dos medicamentos prescritos atualmente foram inicialmente descobertos na natureza, derivando de compostos bioativos produzidos por plantas. Daí a importância dos estudos fitoquímicos, os quais permitem conhecer os constituintes químicos das plantas e descobrir novas moléculas biologicamente ativas.

 

A equipa de investigadores do departamento de Ciências Tecnológicas da academia açoriana dedica-se, há vários anos, ao estudo fitoquímico das plantas existentes no arquipélago, estando neste momento em curso duas investigações distintas, uma sobre o cedro do mato e outra, mais recente, sobre algas.

 

A investigadora revela que desde 2008 estão a ser estudadas as algas existentes em diferentes pontos da costa da ilha de S. Miguel e acredita que as mesmas têm potencial “devido às características do mar dos Açores, temperatura, ondulação e limpeza”.

 

No caso do cedro do mato, não existe para já nenhuma aplicação a nível farmacológico, mas segundo Ana Seca estudos já realizados concluíram tratar-se de uma planta “muito resistente ao apodrecimento”, sendo que outras espécies do género são usadas como diurético, antisséptico e no tratamento de doenças como a artrite reumatoide, entre outras.

 

De acordo com a investigadora, o que demora mais nestes processos de investigação não é o isolamento dos compostos químicos, perceber a estrutura e a eventual aplicação farmacológica, mas sim a fase de comercialização, que “é muito dispendiosa”.

 

“A nossa equipa nos Açores não está vocacionada para esta parte. Há equipas que fazem trabalho base e outras que pegam nesse trabalho e continuam”, explicou, acrescentando que dos estudos já realizados nos Açores “ainda não foi identificado nenhum composto com um índice de atividade tal que equipas de outras fases se mostrassem interessadas em dar continuidade ao estudo”.

 

Os resultados obtidos por esta equipa de investigação têm sido publicados em artigos científicos de revistas especializadas, assim como em reuniões e congressos internacionais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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