Alga poderá ser base de fármaco contra Doença de Alzheimer

Substância activa mostra-se promissora em testes de laboratório

16 janeiro 2006
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Um estudo feito por cientistas da Universidade e da École Polytechnique Fédérale de Zurich (EPFZ) indica que uma espécie de alga azul, detectada em águas residuais nos Estados Unidos, poderia ser a base para o desenvolvimento de fármacos destinados a combater a doença de Alzheimer. Segundo a informação divulgada pelas revistas universitárias suíças ETHLife e Unipublic, os cientistas identificaram nessa alga uma nova substância activa "promissora", que nos testes em laboratório neutralizava a enzima colinesterase, responsável em parte por essa doença neurodegenerativa. A EPZF já patenteou a substância, baptizada de nostocarboline devido ao nome da alga que a contém: a cianobactéria Nostoc 78-12A. No entanto, afirmam os cientistas, a elaboração de um medicamento baseado nessa alga ainda pode demorar vários anos. Para o director adjunto do grupo de investigadores, Karl Gademann, ainda não se estabeleceu se a quantidade dessa substância fornecida ao paciente pode modificar o seu efeito e, eventualmente, acelerar o desenvolvimento da doença de Alzheimer, em vez de detê-lo. Para os cientistas, a nostocarboline abre todo um campo de questões sobre as novas aplicações, pois descobriram que, salvo por um átomo de cloro, a sua estrutura química é idêntica à de uma molécula produzida pelo cérebro humano. Por outro lado, esta descoberta também implica benefícios ecológicos, já que, segundo os cientistas, a nostocarboline reduz o crescimento das algas e poderia ser utilizada como herbicida para, por exemplo, impedir a proliferação dessas estruturas nos oceanos. MNI-Médicos Na Internet

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