Alerta para a Alienação Parental

Declarações do presidente da associação

06 fevereiro 2014
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O Dia Nacional de Alerta para a Alienação Parental, que foi assinalado ontem, teve como objetivo sensibilizar para os direitos das crianças e garantir que “possam conviver com toda a família, longe de quezílias e guerras desnecessárias”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que esta é uma iniciativa da Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direitos dos Filhos.
 

Apesar de já existir o Dia Internacional de Consciencialização para a Alienação Parental, comemorado a 25 de abril, a associação considerou que “era necessário haver um dia nacional”, em que fossem realizadas iniciativas para alertar e consciencializar para a alienação parental.
 

A alienação parental “é um comportamento, promovido consciente ou inconscientemente por um dos progenitores ou outro adulto em quem a criança confia, com o objetivo de eliminar ou distorcer a imagem de um progenitor em relação a outro nas situações de separação ou divórcio, conflituoso ou não”, refere a associação.

Como consequência, as crianças poderão ter dificuldades em estabelecer relações de confiança, ter baixa tolerância à raiva e à hostilidade, ter problemas de sono e alimentação, ter sentimentos de culpa, comportamentos desviantes ou desenvolver doenças psiquiátricas.
 

O presidente da associação, Ricardo Simões, revelou à agência Lusa que o primeiro passo para combater a alienação parental é o reconhecimento que existe este fenómeno, mas também formar profissionais que possam intervir atempadamente nestas matérias.
 

Por outro lado “tem que haver uma intervenção célere dos profissionais, dos tribunais e das instituições de saúde para que esses comportamentos não continuem. Em termos de intervenção o problema não é a criança, mas o progenitor alienador”, sobre o qual se tem de intervir para evitar que a criança sofra maus-tratos, defendeu Ricardo Simões.
 

Uma maior consciencialização poderá conduzir a “uma maior intervenção da própria comunidade para evitar este tipo de comportamentos que são, para nós, maus-tratos sobre as crianças”, acrescentou.
 

“Nem todos os conflitos parentais resultam em alienação parental, mas é sistemático este comportamento e não temos nem instituições, nem profissionais suficientes com conhecimento para intervir nesta matéria”, alertou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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