Alerta: Comboios retêm radiação cancerígena dos telemóveis

Carruagens em aço criam campos electromagnéticos potencialmente perigosos

24 junho 2002
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As carruagens de comboio construídas em aço impedem a saída da radiação produzida pelos telemóveis, criando campos electromagnéticos potencialmente cancerígenos, sugere um estudo realizado na universidade japonesa Tohoku.
 

 

Mesmo quando os telemóveis estão desligados, as estações base localizam os utilizadores porque os aparelhos emitem um sinal contínuo que foi também relacionado com tumores cerebrais e a leucemia, refere o estudo.
 

 

A investigação, dirigida pelo professor de física térmica Tsuyoshi Hondu, compara as carruagens dos comboios metropolitanos a caixas de aço onde circulam ondas electromagnéticas e que se transformam numa espécie de "fornos microondas".
 

 

Uma carruagem onde viajem cinquenta pessoas com telemóveis emitindo um sinal de 0,4 watts cada um vai gerar um total de 20 watts, enquanto as regulações locais estipulam um máximo de 2 watts por cada aparelho, refere o estudo.
 

 

Em hora de ponta uma carruagem de comboio chega a transportar cerca de 300 passageiros, muitos dos quais enviando ou recebendo correio electrónico, referem os investigadores, recomendando que sejam tomadas medidas preventivas tendo em conta os efeitos das ondas electromagnéticas em espaços fechados.
 

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou em Janeiro um comunicado indicando não ser possível determinar, até então, se os campos electromagnéticos criados pelos telemóveis e respectivas antenas são causadores de cancro.
 

 

O relatório da OMS foi divulgado após o aparecimento de quatro casos de cancro em alunos de um colégio de Valladolid (Espanha), atribuídos aos campos electromagnéticos emitidos pelas antenas transmissoras de sinal de telefonia móvel instaladas num edifício próximo.
 

 

A Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro, entidade dependente da OMS, reconheceu em 2001 que os campos magnéticos de baixa frequência (entre 50 a 60 hertz) são uma possível causa de cancro.
 

 

Fonte: Lusa
 

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