Alerta: adelgaçantes podem matar
06 junho 2002
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«Há adelgaçantes que matam», denuncia a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC), que vai suscitar a intervenção do Infarmed (Instituto da Farmácia e do Medicamento), para que "passe a pente fino os denominados produtos milagre, que restituem a bela forma a quem terá perdido a linha".
 

 

Existem no mercado chás de origem chinesa sobre os quais, diz, ao DN, o presidente da APDC, Mário Frota, "não se sabe se terão sido objecto de controlo de qualidade", há produtos à venda, cuja "eficácia e, sobretudo, segurança se ignora", mas que continuam a ser de acesso livre e à margem de prescrição médica.
 

 

A Agência Britânica do Medicamento advertia, recentemente, para "preparados de ervas chinesas adelgaçantes terem provocado graves subidas de tensão em duas mulheres". Em alguns produtos detectaram substâncias como a fenfluramina, proibida no Reino Unido desde 2000, por poder provocar perturbações cardíacas e hipertensão pulmonar.
 

 

Em Espanha, o governo central solicitou, em Março, às comunidades autónomas para limitarem a venda de adelgaçantes às farmácias, advertindo para o facto serem vendidos produtos como dietéticos, com fármacos na composição, logo vedados à comercialização fora das farmácias.
 

 

O Ministério da Saúde de Espanha sugeria a retirada do mercado do Biomenat, Elixir e Onesan Estos por revelarem, segundo análises efectuadas pelo Instituto Nacional de Toxicologia, a presença de "princípios farmacológicos não autorizados" em produtos comercializados fora das farmácias. Detectaram "diuréticos, ansiolíticos, inibidores do apetite e activadores da tiróide, o que não habitual nos adelgaçantes".
 

 

Veja tudo no: Diário de Notícias
 

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