Alergia ao amendoim: novo alvo terapêutico identificado

Estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”

06 novembro 2012
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Investigadores americanos descobriram um novo alvo para o tratamento da alergia ao amendoim, dá conta um estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.
 

As alergias alimentares causam normalmente sintomas como urticária, vómitos, dificuldade respiratória, ou, em situações mais graves, anafilaxia.
 

Caso um indivíduo alérgico ao amendoim o ingira, as proteínas deste alimento entram na corrente sanguínea e é desencadeada uma resposta imunitária. A reação pode ser provocada em minutos ou horas após o seu consumo. Os primeiros indícios da presença de uma reação alérgica podem incluir: espirros, sensação de formigueiro nos lábios, na língua e na garganta, que podem ser acompanhados por palidez, sensação de fraqueza e tonturas. Os indivíduos asmáticos e alérgicos ao amendoim são mais propensos a desenvolver reações mais severas. Contudo, a causa da alergia ao amendoim ainda não é conhecida.
 

Neste estudo os investigadores liderados por Gelfand constataram que a enzima denominada por Pim 1 e seu fator de transcrição, Runx3, desempenhavam um papel importante na reação alérgica ao amendoim. A Pim é uma enzima que é expressa em dois tipos de células do sistema imunitário, os linfócitos T e os eosinófilos, ambas associadas ao desenvolvimento das reações alérgicas. Por outro lado, o Runx3 está envolvido na regulação dos linfócitos T.
 

Os investigadores utilizaram modelos de ratinhos alérgicos ao amendoim e descobriram que o consumo de amendoins conduzia a um aumento dos níveis de Pim 1, assim como de outras moléculas associadas às alergias.
 

Após terem administrado uma pequena molécula capaz de inibir a atividade desta enzima, os ratinhos não tiveram diarreia nem outros sintomas característicos da alergia ao amendoim. Foi também verificado que a administração deste inibidor, o AR460770, conduziu a uma diminuição dos níveis de células e moléculas associados à alergia, para valores considerados normais.
 

Os autores do estudo concluíram assim que a Pim 1 contribui para o desenvolvimento da resposta alérgica ao amendoim podendo ser considerado um novo e promissor alvo terapêutico para o tratamento deste tipo de alergias.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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