Além do pão, redução do sal deve estender-se a outros alimentos

Opinião do presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia

16 agosto 2011
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A legislação para a redução de sal deve ser alargada a outros grupos alimentares, nomeadamente produtos de charcutaria e bacalhau, em prol de uma melhor saúde cardiovascular dos portugueses, defendeu o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Manuel Carrageta.

 

“A legislação devia abranger, essencialmente, tudo o que é produtos de charcutaria, extremamente ricos em sal, que além de aumentar o risco de hipertensão e de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), também é uma das causas de cancro do estômago e também agrava as doenças respiratórias, como a asma”, disse à agência Lusa Manuel Carrageta.

 

“Uma refeição muito rica em sal numa pessoa que seja predisposta pode desencadear uma crise de asma”, exemplificou o cardiologista, que falava à Lusa a propósito da entrada em vigor há um ano (12 de Agosto) do decreto-lei que define o teor máximo de 1,4 gramas de sal por 100 gramas de pão.

 

Manuel Carrageta adiantou que outro problema na alimentação dos portugueses é o bacalhau, que deve ser muito mais demolhado. Contudo, o especialista disse que estas medidas de saúde pública têm de ser “graduais”. “No fundo o problema do sal é um problema das nossas papilas gustativas. Se nós reduzirmos 20% de sal nos alimentos, não nos apercebemos porque em dois ou três meses habituamo-nos a esse nível de sal”.

 

Para o presidente da FPC, “estas medidas de saúde pública são muito importantes.Ainda por cima, não custam dinheiro e reduzem a hipertensão e o número de AVC” e terão um forte impacto nos custos do Serviço Nacional de Saúde.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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