Alegria e tristeza são contagiosas

Cientistas dizem ter descoberto os motivos

22 outubro 2002
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É difícil permanecer inalterável fisicamente quando encontramos alguém zangado ou extremamente feliz. Agora, cientistas anunciaram ter descoberto uma explicação para este facto.
 

 

Um grupo de investigadores suecos realizou um estudo sobre o assunto e anunciou que, aparentemente, o lado inconsciente do cérebro tem um controlo directo sobre os músculos faciais.
 

 

Assim, mesmo que uma pessoa tente não demonstrar qualquer emoção na fisionomia ao ver outra pessoa triste ou alegre, o cérebro actua para impedir que isso aconteça, sem que tenhamos um controlo pleno sobre o assunto.
 

 

Ulf Dimberg, cientista da Universidade de Uppsala, pediu a um grupo de voluntários que reagissem a uma série de imagens de pessoas com fisionomias de indiferença, alegria e raiva.
 

 

Os voluntários foram instruídos para manifestar, com os seus rostos, os mesmos sentimentos, mas com um aviso: que nem sempre copiassem a expressão das pessoas nas imagens.
 

 

Os movimentos dos músculos faciais foram medidos usando um equipamento que captava sinais eléctricos das fibras musculares.
 

 

Os voluntários demonstraram mais facilidade em franzir a testa diante da imagem de um homem zangado do que sorrir na mesma situação. Para o professor Dimberg, esse é um exemplo de «contágio emocional».
 

 

Ruth Campbell, uma especialista britânica em ciências da comunicação da University College de Londres, disse em entrevista à BBC que este estudo pode sustentar a teoria de que existe um «curto-circuito» no cérebro.
 

 

Essa reacção teria início na parte do cérebro responsável pelo reconhecimento de rostos e fisionomias, para, em seguida, passar a ser associada aos reflexos do processo consciente, gerando uma acção instantânea de «imitação».
 

 

Segundo a especialista, ainda não se sabe exactamente porque razão os seres humanos tendem a reflectir expressões, linguagem corporal e movimentos das mãos de outros, embora esse possa ser um artifício social que ajuda na integração do indivíduo em grupos maiores.
 

 

Campbell acrescentou ainda ser também possível que a reacção seja remanescente de um método primitivo de aprendizagem envolvendo imitação.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Artigo original: BBC
 

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