Água: quais os efeitos no apetite, cérebro e estômago

Estudo da Universidade de Wageningen

14 julho 2016
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Investigadores holandeses conseguiram obter informações mais detalhadas sobre como o cérebro “ouve” o estômago durante a alimentação através da recolha de imagens combinadas aos dois órgãos, dá conta um estudo que vai ser apresentado no encontro anual da Sociedade para o Estudo do Comportamento Ingestivo.
 

Os investigadores da Universidade de Wageningen, na Holanda, registaram, pela primeira vez, dados em tempo real do cérebro, estômago e sentimentos de saciedade medidos simultaneamente durante uma refeição.
 

O estudo recolheu dados de 19 indivíduos durante duas sessões distintas com diferentes procedimentos de consumo e constatou que uma simples alteração, como beber mais água, pode modificar as mensagens do estômago para o cérebro, sendo transmitida uma sensação de saciedade.
 

Esta nova abordagem pode ser utilizada para investigar a ligação entre a sensação de saciedade, volume do estômago e atividade cerebral.
 

No estudo, os participantes foram convidados a ingerir, com estômago vazio, um batido e posteriormente beberam 50 ou 350 ml de água. As imagens obtidas através de ressonâncias magnéticas foram utilizadas para analisar como diferentes quantidades de água afetavam a elasticidade do estômago. O copo maior de água duplicou o conteúdo do estômago comparativamente com o aquele de menor volume. Os participantes que ingeriram um maior volume de água sentirem menos fome e uma maior sensação de saciedade.
 

Esta nova abordagem, que combina informações simultaneamente obtidas a partir de imagens de ressonância magnética do estômago, sentimentos relatados pelos participantes e ressonâncias magnéticas ao cérebro, pode fornecer achados até à data desconhecidos. Verificou-se que a ativação de uma área do cérebro chamada giro temporal médio parece ser de alguma forma influenciada pelo aumento de água ingerida.
 

Os autores do estudo desenvolveram o método de ressonância magnética combinada como parte de um projeto europeu que procura descobrir alterações simples que promovam uma alimentação mais saudável. Esta abordagem vai ser utilizada para procurar uma assinatura no cérebro que indique o que leva as pessoas a decidirem parar de comer. Estes resultados poderão ajudar a identificar estratégias, como o facto de beber água a uma refeição pode ser eficaz no controlo da saciedade.
 

Os investigadores concluíram que beber água aumenta a distensão do estômago, diminui o apetite num curto prazo e aumenta a atividade cerebral regional.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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