Água já escasseia para milhões de pessoas

Estocolmo discute situação mundial

06 agosto 2002
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Mais de mil milhões de pessoas dificilmente acedem a água potável e 2,5 mil milhões sobrevivem sem saneamento básico, uma situação que vai ser apreciada em Estocolmo, entre 12 e 15 de Agosto.
 

 

Cerca de cinco milhões de pessoas morrem anualmente em consequência de doenças com origem na água, um número dez vezes superior ao das mortes resultantes das guerras em todo o mundo.
 

 

O 12/o Simpósio da Água de Estocolomo, enquadrado pela Semana Mundial da Água, pretende sublinhar a situação actual nas diferentes partes do mundo e debater as medidas necessárias para conseguir atingir o equilíbrio.
 

 

Os participantes no simpósio deverão produzir uma declaração explicitando o papel da água como motor do desenvolvimento, que deverá ser apresentada na Cimeira Mundial de Desenvolvimento Sustentável, agendada para Joanesburgo (África do Sul), entre 26 de Agosto e 04 de Setembro.
 

 

Prioridades
 

 

Segundo dados da organização do simpósio, para alimentar os 8 mil milhões de habitantes que a Terra albergará em 2025 será necessária tanta água para a produção de alimentos como a que é hoje utilizada para beber, saneamento básico, indústria e rega.
 

 

"A definição de prioridades para os diferentes usos da água vai tornar-se necessária, sobretudo nas regiões em que, por imperativos hidrológicos ou económicos, a oferta só pode ser marginalmente aumentada", afirmou Malin Falkenmark, investigador no Instituto Internacional da Água, de Estocolmo.
 

 

O problema da escassez de água, que já é sentido hoje, sobretudo nas regiões mais pobres do globo, poderá agravar-se com as alterações climáticas que tornarão ainda mais secas algumas zonas da Terra.
 

 

"As políticas e práticas que funcionaram para 2 mil milhões de pessoas, sobretudo populações rurais, não são adequadas para os actuais 6 mil milhões de habitantes da Terra, na sua maioria urbanos", sublinhou Falkenmark.
 

 

Além do sofrimento humano que a escassez de água provoca, os especialistas estão preocupados com as consequências da destruição dos recursos hídricos, ou "hidrocídio", na base ecológica do planeta.
 

 

Os participantes no simpósio vão discutir formas de criar uma "hidrosolidariedade" entre os diferentes utilizadores da água, ricos e pobres, do hemisfério Norte e Sul, industrializados e rurais.
 

 

Para mais informações sobre este simpósio Clique aqui
 

 

Fonte: Lusa
 

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