Água com muito cloro pode provocar abortos

Organização norte-americana alerta para os perigos da água no país

22 janeiro 2002
  |  Partilhar:

Altas concentrações de derivados do cloro na água potável que sai das torneiras colocam as mulheres grávidas sob um risco maior de abortos e má-formação dos fetos, revelou um novo estudo norte-americano.
 

 

Segundo o estudo realizado pelo Grupo de Operação Ambiental, organização não-governamental norte-americana, a alta taxa de cloro da água do país já ofereceu risco a 137 mil grávidas no país, onde é comum beber água da torneira.
 

 

O cloro é adicionado à água para exterminar as bactérias. Grupos ambientalistas, no entanto, alegam que a substância reage com materiais orgânicos, como a água do esgoto, e formam perigosos derivados.
 

 

Para reduzir a exposição ao cloro, os investigadores recomendam usar filtros de carbono ou optar pela água mineral. “As grávidas também devem tomar banhos mais curtos, já que os derivados do cloro podem ser inalados e absorvidos através da pele”, apontou Jane Houlihan, directora da organização. Beber água mineral é outra das opções recomendadas pela organizadora todas as grávidas do país.
 

 

De acordo com o estudo, o município de Montgomery, em Maryland, concentrou o maior número de mulheres que corriam riscos numa única comunidade ou sistema de distribuição de água. O Texas teve as piores taxas dos Estados norte-americanos.
 

 

A Comissão Sanitária Suburbana de Washington, que fornece água para Montgomery, classificou o estudo como inválido. "Em 84 anos de história, sempre satisfizemos ou superamos a regulamentação da EPA", disse Liz Kalinowski, porta-voz da Comissão. "Nunca infringimos a qualidade da água nesta organização."
 

 

Os dois grupos do estudo pediram uma acção imediata para limpar os lagos e os rios que são fontes de água potável.
 

 

Espanha
 

 

Em Espanha, a água das torneiras contém resíduos cancerígenos que causam, anualmente, cerca de 600 mortes, de acordo com resultados de um estudo do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) divulgados recentemente pelo jornal «La Vanguardia».
 

 

Segundo as conclusões deste estudo, em que também participou o Instituto Municipal de Investigação Médica de Barcelona, a substância cancerígena é gerada nas estações de tratamento da água quando o cloro entra em contacto com os resíduos orgânicos que as águas contaminadas dos rios arrastam.
 

 

No entanto, os cientistas sublinham que este risco, que se traduz em cancro da bexiga, é mínimo, face ao que produzem o tabaco ou a contaminação ambiental.
 

 

Segundo o jornal, o estudo que abrangeu seis cidades espanholas, mediu os trialometanos (THM) que se formam quando a matéria orgânica que o rio arrasta, entra em contacto com o cloro nas estações de tratamento.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.