Agricultura biológica : Colheitas menos abundantes, mas mais sãs
03 junho 2002
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A agricultura biológica produz colheitas inferiores em 20 % em quantidade, mas que consomem menos recursos que os métodos clássicos, sugere um estudo realizado por um investigador suíço.
 

 

O autor, Paul Mader, do Instituto de Investigação sobre Agricultura Biológica de Frick, Suíça, comparou durante 21 anos culturas de batatas, cevada, trigo, beterrabas e trevo segundo os métodos biológicos e clássicos.
 

 

Comprovou que os volumes de azoto, fósforo e outros nutrientes adicionados ao solo eram de 34 a 51 % mais fracos nos sistemas biológicos que nos sistemas clássicos.
 

 

Os rendimentos da agricultura biológica mostraram-se inferiores em 20 % aos dos métodos clássicos, o que tende a indicar que os sistemas biológicos utilizam os recursos de forma mais eficaz, adianta o investigador.
 

 

Além disso, os solos biológicos abrigavam um maior número e uma maior diversidade de organismos. Os insectos eram quase duas vezes mais numerosos e mais diversificados, incluindo as aranhas e coleópteros que se alimentam de parasitas, bem como os vermes.
 

 

"Os nossos resultados sugerem que, ao melhorarem a fertilidade dos solos, os agricultores biológicos podem ajudar a fazer aumentar a biodiversidade", declarou Mader, acrescentando que "os agricultores podem dar-se conta de que os rendimentos são estáveis com o correr do tempo e que a fertilidade do solo aumenta" no quadro dos métodos biológicos.
 

 

A agricultura biológica rejeita o recurso a qualquer adubo ou pesticida sintéticos.
 

 

O estudo realizado por Paul Mader encontra-se publicado na edição de sexta-feira da revista Science.
 

 

Fonte: Lusa
 

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