Agrião de água pode ser eficaz contra o cancro

Estudo conduzido pelo Instituto de Medicina Molecular da FMUL

28 março 2014
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O agrião de água possui uma concentração de uma substância que desacelera o crescimento das células cancerígenas, fazendo com que percam a capacidade de proliferarem, indica um estudo de investigadores portugueses.

 

Conduzido por uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), o estudo demonstrou que o agrião de água, diferente do agrião comummente consumido em Portugal, possui propriedades únicas.

 

O agrião de água possui uma concentração de uma substância denominada PEITC, que inibe o desenvolvimento de doenças cancerígenas. “O que se conseguiu foi que as células se multiplicassem menos, crescessem menos e perdessem a sua capacidade de invasão”, afirmou a investigadora Paula Ravasco, do IMM.

 

Existe uma relação entre a alimentação e o cancro. O cancro desenvolve-se a partir de danos causados ao ADN celular, os quais advêm de fatores ambientais carcinogénicos. Muitos fatores relativos ao estilo de vida e à alimentação podem influenciar o desenvolvimento de doenças cancerígenas.

 

Foi efetuado um estudo a 60 voluntários saudáveis que consumiram 85 gramas de agrião de água por dia, durante 8 semanas. Foi observado que um aumento da resistência dos linfócitos dos participantes aos radicais livres, traduzindo-se em menos danos causados ao ADN. O agrião de água poderá reduzir o risco de cancro através da redução de danos ao ADN e possíveis efeitos antioxidantes.

 

O próximo passo consistirá num ensaio clínico no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que contará coma participação de 200 doentes com cancro da mama. No decorrer do tratamento de radioterapia, as doentes irão consumir 100 gramas diários de agrião de água. A investigadora Paula Ravasco acredita que o consumo deste vegetal irá conferir menos toxicidade, menos sintomas e menos sofrimento às doentes ao efetuarem o tratamento de radioterapia. O projeto terá a duração de 3 anos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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