Agressores procuram mais apoio que vítimas

Declarações da presidente do gabinete da Universidade do Porto

01 fevereiro 2013
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Os agressores procuram mais apoio que vítimas, dá conta a presidente do Gabinete de Estudos e Atendimento a Agressores e Vítimas da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto.

 

“No início tínhamos 80% de vítimas e 20% de agressores no atendimento, mas hoje os agressores cifram-se em 70% e as vítimas em 30%”, disse à agência Lusa Celina Manita.
 

A especialista revelou que o perfil dos agressores que chegam àquele gabinete são “adultos violadores e abusadores sexuais de crianças”, mas também começam a chegar ao serviço alguns jovens e até “menores de idade, que já são ofensores sexuais”.
 

Há também voluntários, que depois de tomarem conhecimento da existência do Gabinete de Estudos e Atendimento a Agressores e Vítimas, procuram ajuda para tentar resolver os seus problemas, acrescentou Celina Manita.
 

A explicação para cada vez serem acompanhados mais agressores está relacionado com o facto de haver poucos serviços com essa vocação específica e existirem mais espaços para ajudar as vítimas, referiu a presidente do gabinete.
 

Os agressores que mais chegam ao gabinete são, na maioria, encaminhados pelo sistema judicial, como os tribunais, e as agressões estão muitas vezes relacionadas com “violência doméstica e conjugal”, disse.
 

Para Celina Manita, as questões de educação das crianças, muitas vezes institucionalizadas, ou a falta de supervisão dos jovens, são duas explicações de peso para o aumento do número de agressores identificados.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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