Agressividade das crianças: boa relação com professor pode ser crucial

Estudo publicado na “Child Development”

31 outubro 2011
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Numa época em que o bullying está cada vez mais presente na nossa sociedade, um novo estudo publicado na “Child Development” sugere que um bom relacionamento com os professores pode tornar as crianças menos agressivas e assim protegê-las da agressividade dos seus colegas.
 

“O comportamento agressivo demonstrado na fase intermédia da infância é, pelo menos, parcialmente, explicado por factores genéticos, mas a influência que a genética tem no comportamento não funciona independentemente das influências ambientais”, dá conta Mara Brendgen, da University of Quebec, no Canadá.
 

Para este estudo os investigadores contaram com a participação de 217 pares de gémeos idênticos e fraternos com 7 anos de idade para estudar a influência que o inato e o adquirido têm na agressividade das crianças. Os participantes não tinham aulas na mesma sala e tinham professores e colegas diferentes.
 

Os seus colegas avaliaram o nível de agressividade dos gémeos e até que ponto eles eram vitimizados pelos seus pares. Por outro lado, os professores qualificaram também a relação de cada gémeo com cada criança. Os efeitos genéticos na agressão foram estimados pela comparação de comportamentos semelhantes dos pares de gémeos idênticos e fraternos.
 

O estudo revelou que as crianças que eram geneticamente mais vulneráveis a serem mais agressivas eram mais propensas a serem vítimas dos seus colegas. Contudo, estas crianças ficavam protegidas da demonstração de comportamentos agressivos e de serem alvo de agressão por parte dos seus colegas se tivessem uma boa relação com a sua professora, ou seja, uma relação calorosa e afectuosa bem como uma comunicação aberta.
 

"As relações das crianças com os professores e com os colegas na escola desempenham um papel crítico no seu desenvolvimento sócio-comportamental", observa Mara Brendgen. Os resultados do “nosso estudo indicam que um bom relacionamento com o professor pode proteger as crianças geneticamente vulneráveis de serem agressivas, e consequentemente, de serem alvo do comportamento agressivo das outras crianças.”
 

Os resultados do estudo podem ajudar na criação de intervenções destinadas a resolver a agressividade de crianças, e também podem ser utilizados na forma como os professores interagem com os seus alunos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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