Aglomerados de amiloide encontrados em cérebros de jovens

Estudo publicado na revista “Brain”

05 março 2015
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A acumulação e formação de aglomerados de proteína amiloide pode ter início mais cedo do que se pensava, demonstrou um estudo norte-americano.
 
Conduzido pelo Centro de Neurologia Cognitiva e da Doença de Alzheimer da Escola de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, nos EUA, o estudo é, segundo os autores, “muito significativo”, pois sabe-se “que a amiloide é nociva, quando se encontra presente por longos períodos de tempo”.
 
Para a investigação, Chanzig Geula, autor principal do estudo, e a sua equipa analisaram neurónios colinérgicos do proencéfalo basal para tentar perceber por que é que os mesmos são danificados precocemente e estão entre os primeiros a morrer na idade normal e com a doença de Alzheimer. Estes neurónios estão estreitamente ligados à memória e atenção.
 
A equipa procedeu à análise daqueles neurónios em cérebros de pessoas falecidas: 13 com idades entre os 20 e 66 anos e que tinham sido cognitivamente normais, 16 idosos sem demência de 70 a 99 anos de idade, e 21 indivíduos com Alzheimer entre 60 a 95 anos de idade.
 
Foi apurado que as moléculas de amiloide tinham começado a acumular-se nos neurónios ainda na juventude e que tal continuou ao longo da vida. Os neurónios noutras áreas do cérebro não evidenciaram o mesmo índice de acumulação de amiloide. As moléculas amiloides naquelas células formavam pequenos acumulados tóxicos, os oligómeros amiloides, que estavam presentes em indivíduos jovens normais. Os acumulados eram maiores em indivíduos mais velhos e em doentes de Alzheimer.
 
Segundo o autor principal do estudo, isto explica por que razão aqueles neurónios morrem precocemente. Os aglomerados de amiloide provavelmente danificam e acabam por matar os neurónios. Os aglomerados poderão ainda causar danos através da secreção de amiloide fora da célula, contribuindo para a formação de placas de amiloide de grandes dimensões típicas da Alzheimer. 
 
“É também possível que os aglomerados fiquem tão grandes que a maquinaria de degradação da célula não se consiga libertar dos mesmos e estes a estrangulem”, avança Chanzig Geula.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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