Afinal, existem duas espécies de piolhos

Cientistas põem fim a polémica antiga sobre os parasitas

20 outubro 2004
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   Uma controvérsia sobre a existência de uma ou duas espécies de piolho, que durava quase 250 anos, foi finalmente resolvida, segundo um relatório divulgado na revista New Scientist. Um trabalho envolvendo a análise de 443 piolhos _ uns, os que apenas proliferam pelo corpo e os outros, os tradicionalmente conhecidos que habitam nas cabeças _, recolhidos de sete rapazes nepaleses e quatro raparigas da Mongólia, mostra a existência de «duas populações geneticamente distintas», diz a revista semanal britânica especializada em ciência. O próximo desafio agora será dar nomes às duas espécies. A discórdia vem desde 1758, quando Carl Linnaeus, o pai do sistema taxionómico para classificação de organismos que permanecem com os humanos até hoje, declarou que havia uma espécie de piolho humano, o qual ele chamou de Pediculus Humanus. Passado algum tempo, Linnaeus levantou a hipótese da existência de duas espécies de piolho humano e não de apenas uma. O debate existe desde então. Os que apoiam a teoria das duas espécies afirmam que o piolho de corpo é maior do que o piolho de cabeça e que «vive» nas roupas em vez do cabelo. O piolho do corpo pode transmitir doenças como tifo e febres. Em relação ao piolho da cabeça, não há comprovações sobre a transmissão de doenças. Já os que defendem a teoria da espécie única afirmam que, em condições de laboratório, os piolhos do corpo e da cabeça podem produzir híbridos, o que significa que eles são da mesma espécie. No entanto, a mistura em condições artificiais não é um teste adequado. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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