ADSE pode deixar de ser sustentável

Estudo realizado pela Porto Business School

26 março 2015
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De acordo com a agência Lusa, um estudo da Porto Business School – uma escola de negócios sedeada em Matosinhos, distrito do Porto – chega a conclusões preocupantes sobre a sustentabilidade do subsistema de saúde da função pública ADSE.
 
Tendo em conta o ritmo de renúncia dos titulares com vencimentos mais elevados, a ADSE poderá vir a deixar de ser sustentável.
 
Os dados recolhidos por esta escola revelam que, todos os meses, cerca de duas centenas de trabalhadores renunciam à ADSE – Direção Geral de Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública.
 
A análise mostra que, desde 2012, mais de 4.000 beneficiários abandonaram, "por opção", a ADSE, o que corresponde a 0,003% do número total de beneficiários.
 
"Apesar da atual sustentabilidade financeira, o futuro da ADSE poderá estar em risco, caso se mantenha o ritmo de renúncia dos titulares com vencimentos mais elevados e a despesa média com cuidados de saúde dos beneficiários aumente", lê-se nas conclusões do estudo encomendado pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada.
 
Em 2014, a ADSE registou um valor de excedente superior a 200 milhões de euros, o que indica que este subsistema de saúde é atualmente sustentável. No entanto, o "Relatório sobre a Sustentabilidade da ADSE" alerta para o facto de que este subsistema de saúde "só será sustentável nos próximos 20 anos, desde que se mantenham as suas atuais características".
 
A ADSE é sustentada pelos funcionários públicos que a financiam e que podem optar, ou não, por este subsistema de saúde. Portanto, segundo este estudo, "se todos os titulares com contribuições superiores a três vezes a despesa esperada do seu agregado familiar renunciassem, a previsão de sustentabilidade financeira da ADSE seria reduzida em perto de uma década".
 
"É, por isso, fundamental que os beneficiários valorizem os atributos da ADSE, nomeadamente a liberdade de escolha do prestador de serviços e o acesso a uma rede de serviços mais vasta e personalizada do que a do Serviço Nacional de Saúde", conclui o relatório.
 
Outras soluções apontadas pelos especialistas referem-se à implementação de valores máximos de contribuição, de forma a diminuir a probabilidade de renúncias, e que, nos primeiros anos, as contribuições sejam capitalizadas a favor do sistema, estando destinadas ao financiamento de despesas futuras dos beneficiários.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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