Adolescentes portugueses são os que mais tomam pequeno-almoço

Mas praticam menos exercício

07 maio 2012
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Os adolescentes portugueses são, em comparação com os europeus, os que sentem mais stress associado à frequência escolar , que praticam menos exercício e que têm mais excesso de peso, mas são, em contrapartida, os tomam mais frequentemente o pequeno-almoço, que consomem mais fruta e que fumam menos, conclui um estudo internacional.

 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, sobre o comportamento na saúde das crianças contou com a participação de 200 mil jovens de 40 países da Europa, Israel, EUA e Canadá. O estudo surgiu da necessidade de analisar as desigualdades para que os jovens tenham oportunidade de maximizar a sua saúde e bem-estar, no presente e no futuro.

 

Esta questão é referida como importante para que "as desigualdades identificadas não se estendam à idade adulta, com todas as consequências negativas na vida humana" e no desenvolvimento da sociedade.

 

"Os programas de promoção da saúde devem ser sensíveis à idade, género e diferenças socioeconómicas nas trajetórias de vida dos adolescentes e devem tentar dar oportunidades iguais a todos", conclui a investigação, associada à Organização Mundial de Saúde.

 

"Na maior parte dos indicadores de saúde, estamos numa posição média, alguns indicadores destacam-se pela positiva, outros pela negativa", revelou, à agência Lusa, a coordenadora do estudo em Portugal, Margarida Gaspar de Matos.

 

O trabalho inclui vários indicadores de saúde relativos a lesões, saúde oral, violência, relação com família, bem-estar ou amigos.

 

"Destacam-se pela positiva as questões do pequeno-almoço, pois somos dos meninos que mais tomam pequeno-almoço na Europa, e do consumo de fruta", salientou a professora da Faculdade de Motricidade Humana, da Universitária Técnica. Pelo contrário, "somos piores no stress com os trabalhos da escola".

 

Margarida Gaspar de Matos avançou que "a prática de atividade física é das mais baixas" e que as raparigas de 15 anos se destacam porque "têm dos piores indicadores de todos os países".

 

O aumento do excesso de peso e Portugal está acima da média, principalmente as meninas mais novas, de 11 anos, que estão em segundo lugar, com 20%, depois das norte-americanas, com 30%, mas acompanhadas de perto por jovens de outros países europeus.
"Tanto a questão da prática de atividade física, como a alimentação saudável são dois focos de intervenção em termos políticos que temos de ter em atenção", defendeu a coordenadora do trabalho.

 

Portugal está abaixo da média europeia no consumo de tabaco e tem vindo a diminuir a sua incidência "de uma forma muito consistente" entre os jovens de 11 a 16 anos desde 2002.

 

Esta área é considerada por Margarida Gaspar de Matos "um dossier ganho", tal como o dossier da violência e da provocação em espaço escolar, relativamente ao qual Portugal estava "mal situado" e agora "está nos valores médios".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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