Adolescentes gostam da escola, mas sentem muita pressão

Estudo da Organização Mundial da Saúde

17 março 2016
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Apesar de a maioria dos adolescentes portugueses gostarem da escola, sobretudo dos colegas e dos intervalos, são, a nível mundial, os que sentem uma maior pressão na vida escolar e que têm pior perceção do seu desempenho.
 
O inquérito "Health Behaviour in School-aged Children" (HBSC) realizado pela Organização Mundial da Saúde, que incluiu mais de 40 países europeus e da América do Norte, conclui que os jovens portugueses têm “uma pior perceção da sua performance escolar, comparando com grande parte dos países”.
 
Em Portugal, o inquérito incluiu mais de seis mil alunos dos 6º, 8º e 10º anos, tendo as últimas entrevistas ocorrido em 2014. Os adolescentes portugueses têm tradicionalmente uma pior perceção da sua performance escolar, mas, ainda assim, esta situação tem melhorado ligeiramente.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, em média, há mais estudantes portugueses que referem sentir “grande stress” com os trabalhos da escola, em comparação com os outros países.
 
Por outro lado, os adolescentes portugueses gostam mais da escola do que a média dos restantes países, mas o seu gosto centra-se sobretudo no convívio social e não na vertente académica.
 
A maioria destes dados nacionais já tinham sido divulgados no ano passado, mas agora os responsáveis pelo projeto HBSC podem fazer uma comparação com as conclusões obtidas pelos outros países nalguns pontos.
 
No inquérito português, o número de jovens que afirmava sentir fome por não ter comida em casa tinha aumentado em 2014, um fenómeno que se tinha mantido estável desde 2006.
 
Nos dados divulgados no ano passado pelos responsáveis portugueses, 99% dos inquiridos relatavam ter boa nutrição, mas 80% ingeriam comida não saudável, 75% afirmavam comer por vezes demasiado e 63% reportavam comer “o que calha”.
 
O mesmo inquérito revelava que um em cada seis adolescentes portugueses entre os 13 e os 15 anos se magoaram a si próprios de propósito mais do que uma vez em 2014, a maioria deles nos braços.
 
As automutilações apresentam uma tendência crescente, com 15,6% dos adolescentes do 8º e 10º anos a referirem ter-se magoado de propósito mais do que uma vez, enquanto 20% disseram tê-lo feito pelo menos uma vez.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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