Adolescentes fumam para se integrarem com os colegas

Estudo da Universidade do Porto

31 maio 2011
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Os adolescentes fumam com o intuito de melhorar o seu estatuto social junto dos colegas e apontam a pressão do grupo como uma das principais causas para começarem a fumar, de acordo com um trabalho de investigação realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

 

Estes são alguns dos resultados de um estudo da autoria de Sílvia Fraga, investigadora da FMUP, que servem de mote a um evento organizado pela Faculdade de Medicina, dirigido a Escolas, no Dia Mundial Sem Tabaco, que hoje se assinala. O evento tem como tema “Consequências do Tabagismo na Adolescência” e decorre hoje, 31 de Maio, entre as 10 e as 13 horas, na Aula Magna da FMUP.

 

De acordo com Teresa Duarte, responsável pelo Gabinete de Relações Públicas da FMUP, em nota enviada à imprensa, “com esta iniciativa, pretende-se alertar os mais novos para as consequências do acto de fumar a curto e médio prazos”, ajudando os jovens a resistirem à pressão do grupo, identificada pelos investigadores da FMUP como um dos factores mais importantes para a iniciação ao tabagismo na adolescência.

 

Num estudo prévio, em que 2036 adolescentes de 13 anos foram avaliados quantitativamente no âmbito do Projecto EPITeen, da FMUP, mostrou-se que 19,9% dos adolescentes já tinha experimentado fumar, 1,8% fumava ocasionalmente e 1,3% fumava pelo menos um cigarro por dia. Estes resultados foram complementados com um estudo qualitativo, em que 30 desses adolescentes (15 rapazes e 15 raparigas) foram entrevistados com o objectivo de avaliar as representações sociais subjacentes ao comportamento de fumar.

 

Os investigadores da FMUP perceberam que os adolescentes têm consciência de algumas das implicações do tabagismo na saúde: “eles sabem que fumar faz mal e são capazes de associar o tabagismo a um maior risco de sofrer de cancro do pulmão ou doenças respiratórias e de morrer. No entanto, as informações de que dispõem não os impedem de fumar”, esclarece Sílvia Fraga. Por isso, a investigadora conclui ser “importante desenvolver novas campanhas que realcem as consequências do consumo de tabaco na adolescência” para estimular uma mudança de comportamentos, e propõe que os programas escolares de promoção da saúde se foquem em melhorar a capacidade dos adolescentes de controlarem a pressão do grupo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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