Adolescentes devem ter acesso a contraceção de emergência

Indicação da American Academy of Pediatrics, EUA

29 novembro 2012
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Segundo uma nova diretiva da American Academy of Pediatrics, a maior organização de médicos pediatras dos EUA, os pediatras deviam receitar contracetivos de emergência aos adolescentes que são sexualmente ativos.

 

Publicado na revista “Pediatrics”, a diretiva chama a atenção para a importância de se informar os adolescentes relativamente à recorrência à contraceção de emergência, caso tenham relações sexuais sem proteção ou esta falhe, e também que esta é mais eficaz quando tomada nas primeiras 24 horas seguintes.

 

Dora Breuner, autora principal da diretiva, explica que “estes métodos não constituem de todo um aborto”. Impedem, sim, a ocorrência da fertilização. Embora a eficácia destes métodos seja maior nas 24 horas a seguir a relações sexuais desprotegidas, estes reduzem o risco da gravidez até 120 horas.

 

“Há pessoas que acham que ao ser disponibilizada (a contraceção de emergência) os miúdos vão ter mais relações sexuais e sem proteção, mas isso não é verdade”, defende ainda Dora Breuner.

 

O grupo alvo desta diretiva são mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos de idade. No entanto, defende-se que as mulheres de 30 e 40 anos deveriam saber mais sobre estes métodos, como uma medida de segurança de reserva para evitarem a gravidez.

 

Os EUA possuem um dos maiores níveis de incidência de gravidezes durante a adolescência entre os países desenvolvidos. Mais de três quartos das gravidezes entre as adolescentes não são planeados, indica informação do estudo. Cerca de 34 em cada 100 mulheres entre os 15 e os 19 anos deram à luz em 2010.

 

Dora Breuner indica que muitos pediatras não sabem o suficiente sobre o funcionamento da contraceção de emergência e que não abordam este tema com os seus pacientes, sendo que esta diretiva será esclarecedora e orientadora para estes médicos.

 

Vários estudos demonstraram que apenas cerca de metade dos adolescentes nos EUA estão informados sobre a contraceção de emergência e só metade destes sabe utilizar estes métodos.

 

Jennifer Reed, professora adjunta de pediatria da Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, considera que “se vamos fazer alguma coisa para reduzir a percentagem de gravidezes adolescentes (…) devemos educar as famílias e os filhos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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