Adoçantes artificiais podem afetar resposta à glucose

Estudo publicado na revista “Diabetes Care”

03 junho 2013
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O adoçante artificial, sucralose, pode modificar o modo como o organismo reage à glucose, sugere um estudo publicado na revista “Diabetes Care”.
 

“Os nossos resultados indicaram que este adoçante artificial não é inerte, tem efeito”, revelou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, M. Yanina Pepino.
 

Para o estudo os investigadores da Washington University School of Medicine, nos EUA, analisaram o efeito do sucralose em 17 indivíduos extremamente obesos, que não sofriam de diabetes e não utilizavam regularmente adoçantes artificiais. Em média os participantes tinham um índice de massa corporal de mais de 42 kg/m2. Um indivíduo é considerado obeso acima dos 30 kg/m2.
 

Os investigadores convidaram os participantes a beber água ou sucralose antes de serem submetidos a um teste de glucose, para apurar se a combinação da sucralose e da glucose afetava os níveis sanguíneos da insulina e glucose no sangue.
 

“Estudámos este tipo de população pois os adoçantes artificiais são frequentemente aconselhados como uma forma de tornar as dietas mais saudáveis, através da limitação de consumo de calorias”, explicou a investigadora. Cada participante foi submetido ao teste duas vezes. Aqueles que beberam água e depois glucose na primeira visita, beberam sucralose seguida de glucose na segunda.
 

O estudo apurou que quando os participantes beberam sucralose, os seus níveis de glucose atingiram um maior pico, do que quando beberam água antes da glucose. Os níveis de insulina também foram cerca de 20% mais elevados. Assim, o adoçante artificial foi associado a maiores níveis de insulina no sangue e à resposta à glucose.
 

O estudo refere que uma resposta elevada à insulina pode ser boa, uma vez que mostra que os indivíduos são capazes de produzir insulina suficiente para colmatar os níveis de glucose. Por outro lado, quando um indivíduo secreta rotineiramente mais insulina, pode tornar-se resistente aos seus efeitos o que poderá conduzir ao aparecimento da diabetes tipo 2.
 

“Apesar de termos verificado que a sucralose afeta os níveis de glucose e a resposta da insulina à ingestão de glucose, não foi identificado o mecanismo responsável. O que demonstramos é que nas pessoas obesas e sem diabetes, a sucralose é mais do que algo doce que é colocado na boca sem outras consequências”, referiu a M. Yanina Pepino.
 

A investigadora acrescentou que são assim necessários mais estudos para identificar os mecanismos através dos quais a sucralose poderá influenciar os níveis de glucose e insulina, assim como outras possíveis alterações prejudiciais.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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