ADN tem um segundo código genético?

Estudo publicado na revista “Science”

17 dezembro 2013
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Investigadores americanos descobriram que o ADN tem um segundo código, o qual pode ajudar a interpretar as mutações associadas a determinadas doenças, dá conta um estudo publicado na revista “Science”.
 

Após terem decifrado o código genético, em 1960, a comunidade científica tem assumido que este código apenas tinha informação referente à produção de proteínas. Contudo, os investigadores da Universidade de Washington, nos EUA, ficaram surpresos ao descobrir que os genomas utilizam o código genético para “escrever” duas linguagens distintas. Uma descreve como as proteínas são produzidas e a outra como os genes são controlados.
 

O código genético é composto por 64 diferentes combinações de três bases, os chamados codões. O que os investigadores, liderados por John Stamatoyannopoulos, descobriram é que alguns destes codões, aos quais eles chamaram “duões”, podem ter dois significados. Uns estão envolvidos na sequência das proteínas e outros estão associados ao controlo de genes. Ao que parece estes significados evoluíram em consonância, ajudando o último a estabilizar determinadas características benéficas das proteínas, bem como a forma como estas são produzidas.
 

A descoberta dos “duões” tem implicações importantes na forma como os cientistas e médicos interpretam o genoma dos pacientes podendo também abrir portas para o diagnóstico e tratamentos de doenças.
 

O investigador explica que o facto de o código genético conter simultaneamente dois tipos de informações significa que muitas das alterações do ADN que parecem modicar as sequências proteicas podem de facto causar doença através de alterações dos programas de controlo genético.
 

“Durante mais de 40 anos assumimos que as alterações no ADN afetavam apenas o modo como as proteínas eram produzidas. Agora sabemos que a leitura do genoma humano estava apenas a ser feita pela metade. Estas novas descobertas evidenciam que o ADN é um dispositivo de armazenamento de informação inacreditável, que a natureza explorou de formas completamente inesperadas”, conclui, John Stamatoyannopoulos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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