ADN no combate ao crime

Base de dados do FBI ajudou a identificar suspeitos em milhares de casos

11 março 2004
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A base de dados de ADN da polícia federal norte-americana (FBI) ajudou as autoridades a identificar suspeitos em mais de 11 mil casos, no que está a tornar-se o equivalente das impressões digitais no século XXI. Fonte do FBI disse que essa base de dados, conhecida por CODIS (Combined DNA Indexing System), também já permitiu a libertação de presos condenados por engano e ajudou a polícia a eliminar com rapidez falsos suspeitos, poupando o trabalho inerente à investigação de pistas erradas.«Isto é basicamente a tecnologia das impressões digitais deste século», afirmou Joseph Polisar, chefe da polícia em Garden Grove, Califórnia, e presidente da Associação Internacional de Chefes da Polícia. Na sua óptica, «o potencial desta tecnologia para resolver crimes é ilimitado».Segundo o FBI, mais de oito mil amostras de provas genéticas de casos por resolver foram comparadas com as de actuais ou antigos condenados na base de dados, ajudando a esclarecer crimes. Outras três mil amostras foram comparadas com as de suspeitos não identificados noutros casos por resolver, criando ligações entre casos.O CODIS contém amostras genéticas de mais de 1,6 milhões de criminosos, a maioria das quais recolhidas depois deles entrarem nas prisões, bem como mais de 80 mil amostras de ADN de suspeitos envolvidos em casos que aguardam solução.Todos os meses, as autoridades locais fornecem entre 10 e 40 mil novas amostras a essa base de dados, iniciada no princípio dos anos 90 como uma experiência e que acabou por ser adoptada por 50 estados no final da década. Mesmo os advogados de defesa, embora preocupados com algumas questões no domínio da protecção da privacidade, aplaudem os esforços do FBI nesta área.Fonte: Lusa

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