ADN com quase dois milhões de anos

Cientistas sul-africanos anunciaram ter encontrado gota de sangue de Homo habilis ou Paranthropus robustus

31 julho 2001
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Com uma simples gota de sangue deixada numa ferramenta de trabalho, um grupo de cientistas da África do Sul conseguiu examinar o ADN - ácido desoxiribonucleico - de um dos mais antigos ancestrais do homem.
 

 

Trata-se do mais antigo material genético humano encontrado até ao momento datado de cerca de dois milhões de anos.
 

 

Mas esta descoberta gerou uma acesa discussão no meio científico, quando os investigadores afirmaram ter conseguido extrair o ADN de um ancestral do homem com 1,8 milhão de anos. As partículas de sangue foram encontradas numa ferramenta durante as escavações efectuadas nas Grutas de Sterkfontein, em Joannesburgo, África do Sul.
 

 

Um dos investigadores, Bonnie Williamson da Universidade de Wits, África do Sul, disse à BBC que "o ADN encontrado pertence a uma espécie entre o chimpanzé e o ser humano."
 

 

"Temos quase a certeza de que o ADN encontrado pertence a um homótipo, mas precisamos de análises mais aprofundadas para confirmar as suspeitas", acrescentou o Tom Loy, da Universidade de Queensland, Austrália, que também participa na investigação.
 

 

Os dois cientistas acreditam, no entanto, que a amostra encontrada pode ser do Homo habilis, um ancestral directo do ser humano, ou do Paranthropus robustus, um homótipo de rosto plano.
 

 

A notícia da descoberta tem sido recebida pelos pares envolta num grande cepticismo. Alguns especialistas afirmaram à BBC ser praticamente impossível que o ADN possa sobreviver mais de 10 mil anos no calor africano. E justificam que, nestes casos, é grande a possibilidade de contaminação por fontes estranhas ao ADN.
 

 

Deste modo, e segundo os especialistas, um simples espirro, grão de poeira que contenha uma minúscula partícula de cabelo ou pele, ou até uma gota de suor, pode produzir vestígios humanos numa amostra de ADN. Apesar dos investigadores garantirem que isso não aconteceu, ainda não o conseguiram provar.
 

 

Adaptado por: Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: BBC
 

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