ADN anormal pode explicar morte prematura dos animais clonados
27 maio 2002
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Uma programação anormal do ácido desoxirribonucleico (ADN) nos seres clonados poderá explicar porque muitos destes animais morrem prematuramente, sugere um estudo publicado na revista Nature Genetics.
 

 

Uma equipa de especialistas norte-americanos e brasileiros, liderados por Jerry Yang, da Universidade do Connecticut, descobriu que as vacas clonadas que morrem imediatamente após o nascimento registam modelos anormais de activação do cromossoma X, que corresponde ao sexo feminino.
 

 

Normalmente, à medida que se desenvolvem as células de um embrião feminino, os seus cromossomas X passam por uma alteração denominada desactivação.
 

 

Nesta alteração, um dos cromossomas X do par existente em cada célula desactiva-se para garantir a sobrevivência das características especiais do outro.
 

 

Num animal clonado, um dos cromossomas X da célula dadora está já está desactivado, sendo necessário reprogramá-lo primeiro e desactivá-lo novamente quando o processo está mais avançado.
 

 

Estudos anteriores indicaram que esta operação não representa qualquer problema em espécies como os ratos, mas o estudo de Yang e os seus colegas mostra que tal não acontece com as vacas.
 

 

Os modelos de desactivação revelaram-se anormais nos casos de vacas clonadas que morreram pouco depois de nascer, mas normais entre as sobreviventes e animais concebidos através de reprodução natural.
 

 

Os cientistas descobriram que os dois cromossomas X estavam activados nas placentas das vacas mortas, o que os leva a acreditar que esta pode ser a razão para o maior tamanho das placentas normalmente detectado nos animais clonados.
 

 

"Demonstrámos pela primeira vez que no gado fruto da reprodução normal acontecem modelos normais de XCI (desactivação do cromossoma X) mas os clones mortos mostram modelos aberrantes, irregulares de XCI", explicam os peritos.
 

 

Os investigadores concluíram também que o êxito de uma clonagem depende em boa parte do órgão a partir do qual é extraída a célula dadora original.
 

 

Quatro das seis vitelas clonadas pelos cientistas a partir de células ováricas sobreviveram, enquanto que as quatro clonadas a partir de células dérmicas morreram em menos de 24 horas.
 

 

Além disso, os cientistas não conseguiram clonar a partir de células mamárias.
 

 

Fonte: Lusa
 

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