Administração da quimioterapia pode ser melhorada com grafeno

Estudo publicado na revista “2D Materials”

05 junho 2015
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Investigadores noruegueses propõem o uso de grafeno como alternativa de revestimento dos cateteres de forma a melhorar a administração dos fármacos quimioterápicos, revela um estudo publicado na revista “2D Materials”.

 

Os investigadores, liderados por Justin Wells, sugerem que a colocação de grafeno, uma folha extremamente fina de átomos de carbono, nas superfícies internas dos cateteres intravenosos habitualmente utilizados para administrar quimioterapia irá melhorar a eficácia dos tratamentos e reduzir a quebra dos cateteres.
 

O estudo refere que podem ocorrer danos prejudiciais entre o fármaco mais utilizado na quimioterapia, 5-fluorouracilo (5-FU), e a prata − um dos materiais de revestimento mais utilizados em aplicações médicas. Os investigadores acreditam que desta forma o fármaco pode não proporcionar o efeito terapêutico desejado e o tratamento quimioterápico pode ficar comprometido.
 

Adicionalmente, o fluoreto de hidrogénio (HF), um ácido forte, é um subproduto da reação entre o 5-FU e a prata. Assim existe algum receio que a prata e HF possam ser injetados no paciente, juntamente com o tratamento.
 

De forma a tentar solucionar o problema, os investigadores propuseram a utilização de grafeno como uma alternativa de revestimento dos cateteres. Foi utilizada uma técnica denominada por espetroscopia de fotoemissão de raios-X (XPS) para estudar a composição química do 5-FU, bem como as reações do fármaco com a prata e grafeno.
 

O estudo apurou que quando o 5-FU entrava em contacto com a prata havia uma perda massiva do flureto do fármaco levando à formação do fluoreto de hidrogénio. Quando esta experiência foi repetida com o 5-FU e o grafeno verificou-se que estas reações não ocorreram e que o grafeno não causou nenhum dano ao fármaco.
 

O grafeno é um material biocompatível com baixa toxicidade que já tem sido sugerido como um revestimento externo para aplicações biomédicas. Os investigadores acreditam que a produção de revestimentos finos de grafeno é uma tecnológica viável.
 

“Este estudo é uma versão simplificada do tratamento de quimioterapia na vida real, portanto em estudos futuros tentaremos reproduzir melhor os processos, analisando misturas medicamentosas reais que contenham outros ingredientes ativos, bem como uma solução salina. Vamos também incluir outros fármacos quimioterápicos”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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