Adição ao Facebook afeta saúde mental dos jovens

Estudo publicado no “International Journal of Mental Health and Addiction”

18 julho 2016
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Os jovens com adição ao Facebook apresentam níveis de saúde mental e de bem-estar psicológico preocupantes e significativamente piores do que os utilizadores regulares, revela um estudo realizado em Portugal.
 
O estudo publicado no “International Journal of Mental Health and Addiction” apurou que a adição ao Facebook está associada a maior preferência para interação social online e níveis elevados de sintomas depressivos, ansiedade patológica e stress.
 
Para o estudo, os investigadores, liderados pelo investigador português Halley Pontes, da Nottingham Trent University, no Reino Unido, contaram com a participação de 547 jovens estudantes portugueses do 2º e 3º ciclo do ensino básico. 
 
O investigado referiu à agência Lusa que o objetivo deste trabalho foi avaliar a extensão dos problemas relacionados com a utilização excessiva e problemática do Facebook, entre outras adições, numa amostra exclusivamente portuguesa.
 
“Dada a penetração da Internet e dos sites de redes sociais entre os jovens portugueses, juntamente com a necessidade de mais investigação sobre o uso contextualizado da Internet, tornou-se fundamental entender” os efeitos que o uso excessivo e viciante destas redes podem ter sobre a saúde mental dos adolescentes, refere o estudo ao qual a agência Lusa teve acesso.
 
Os investigadores constataram que a adição ao Facebook estava presente em 3,6% da amostra total. Tendo em conta a população geral, esta percentagem poderia traduzir-se num total ligeiramente acima dos 380 mil indivíduos, o que é bastante significativo”, referiu Halley Pontes.
 
Os resultados sugerem que, “em termos do bem-estar psicológico e saúde mental, os indivíduos com problemas de adição ao Facebook apresentaram níveis preocupantes e significativamente piores, em comparação aos participantes que não apresentavam problemas de adição” a esta rede social.
 
Para Halley Pontes, estudar o problema da adição às redes sociais online é de extrema relevância no contexto da promoção da saúde mental nos indivíduos. 
 
Segundo o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação pelas Famílias 2015, do Instituto Nacional de Estatística, a participação em redes sociais é mais frequente em Portugal do que na média dos países da União Europeia. 
 
Em 2015, 70% dos utilizadores de Internet em Portugal participavam em redes sociais, ainda assim menos dois pontos percentuais do que em 2014, mas mais 13 pontos percentuais do que em 2011.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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