Adesivo contraceptivo aprovado nos EUA

Novo método é tão eficaz com a pílula, garantem investigadores

22 novembro 2001
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O primeiro método contraceptivo que se aplica utilizando um adesivo, que é tão eficaz como a pílula, foi aprovado pelo FDA, a agência norte-americana responsável pelo registro de medicamentos no país
 

 

O medicamento, idealizado para ser usado até mesmo durante o banho ou na piscina, deve ser substituído semanalmente. Após três semanas, a utilizadora deixa de usá-lo durante a menstruação, para retomá-lo em seguida.
 

 

Eficácia
 

 

O adesivo libera as mesmas hormonas que a pílula anticoncepcional e é considerado eficaz em 99 por cento dos casos.
 

 

Segundo investigadores, o novo medicamento seria ainda mais eficaz do que a pílula, pois seria menos provável a esquecimentos.
 

 

A revista da Associação Americana de Medicina, a JAMA, publicou um estudo que mostra que os contraceptivos com adesivos são tão eficazes como a pílula, além de serem os preferidos pelas mulheres.
 

 

O trabalho, desenvolvido por cientistas do Centro Médico de Halles de Ste-Foy, do Quebec, no Canadá, e da Universidade de São Diego, nos Estados Unidos, compara a eficácia dos dois anticoncepcionais em 1417 mulheres férteis e saudáveis. Cerca de 800 mulheres utilizaram o adesivo, enquanto outras 600 tomaram as pastilhas contraceptivas.
 

 

Preço e indicações clínicas
 

 

Este novo método contraceptivo, que deverá estar disponível no mercado norte-americano no próximo ano, vai custar cerca de 10 mil escudos por mês, mas só poderá ser comprado mediante receita médica.
 

 

A aprovação pela FDA acontece após anos de testes clínicos. Mas, segundo a agência, o adesivo pode não ser uma boa opção para qualquer mulher. Mulheres que pesem mais do que 90 quilos podem não receber uma dose suficientemente alta de contraceptivo, diz a FDA.
 

 

Os adesivos devem ser aplicados no abdómen, nas nádegas ou no tronco. Mas a agência alerta, no entanto, que o adesivo nunca deve ser colocado nos seios.
 

 

O novo medicamento tem os mesmos riscos e efeitos secundários da pílula, incluindo náusea e um pequeno risco de formação de coágulos no sangue, ataques cardíacos e derrame - particularmente no caso de mulheres que fumam enquanto usam o contraceptivo.
 

 

Os investigadores acreditam que um consumo de adesivos possa vir a reduzir as taxas de gravidez, embora estudos tenham indicado que não há diferença nas taxas entre pessoas que usam o adesivo e as que tomam a pílula.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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