Adesão terapêutica: chave estará na mudança de comportamento de pacientes

Investigação publicada no “European Journal of Cardiovascular Nursing”

06 abril 2015
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Um estudo levado a cabo pela Universidade do Missouri, EUA, revela que as intervenções para encorajar pacientes a tomar a medicação conforme prescrito eram mais eficazes quando tinham como objetivo a mudança do comportamento dos pacientes do que aquelas que tinham como foco a mudança de comportamento dos prestadores de cuidados de saúde.
 
Contrariamente a outros problemas de saúde, as doenças cardiovasculares requerem muitas vezes a toma de medicação por parte dos pacientes para o resto das suas vidas. Aqueles que não tomam a sua medicação conforme indicado pelo médico têm maior risco de mortalidade e hospitalização, representando maior probabilidade de custos superiores com cuidados de saúde. 
 
Vários estudos têm procurado desenvolver intervenções que permitam melhorar a adesão terapêutica dos doentes. Contudo, até ao momento, nenhuma investigação tinha conseguido determinar quais técnicas de intervenção eram as mais eficazes.
 
Uma equipa de cientistas norte-americanos, liderados por Todd Ruppar, docente da Escola de Enfermagem da Universidade de Missouri, comparou as características de 29 intervenções de adesão medicamentosa para indivíduos que não estavam a tomar a medicação cardiovascular conforme indicado. 
 
Os investigadores descobriram que, as intervenções orientadas aos prestadores de cuidados de saúde ou intervenções baseadas em ensinos para a saúde que se se focavam em ensinar os pacientes acerca da medicação eram menos eficazes do que aquelas que se focavam em alterar os comportamentos dos pacientes.
 
Na opinião de Ruppar, os achados deste estudo chamam a atenção para a necessidade de os profissionais de saúde “manterem uma orientação no paciente” ao desenvolverem estratégias para melhorar a adesão medicamentosa. Além disso, acrescenta, “a adesão medicamentosa deve ser um esforço de equipa”, uma vez que podem existir vários motivos para os pacientes não estarem a tomar a medicação conforme o indicado e “os profissionais de saúde devem considerar todas as razões”. 
 
Sendo as doenças cardiovasculares uma das doenças que mais pessoas matam nos EUA, a medicação é fundamental para controlar os riscos neste tipo de doentes.
 
Ruppar sugere que os pacientes com dificuldades em cumprir as indicações de toma da medicação devem tentar associar a toma a uma rotina já estabelecida, tal como a escovagem dos dentes. Organizadores semanais de medicação podem ser outra forma de controlar a toma diária da medicação.
 
O investigador adverte que os pacientes que falham tomas, que tomam mais ou menos medicação do que aquilo que foi prescrito ou param a toma da medicação antes do tempo sofrem os efeitos secundários da medicação, sem experimentarem os seus benefícios para a saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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