Acupuntura pode evitar milhões de mortes anuais por tabaco

Dia Mundial Sem Tabaco

17 novembro 2014
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De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças associadas ao tabagismo são responsáveis por seis milhões de mortes anuais. Contudo, a acupuntura pode ajudar na cessação tabágica, reduzindo a ansiedade associada à privação de nicotina.
 

Segundo o Centro de Terapias Chinesas (CTC), este tratamento que envolve a aplicação de agulhas na estimulação de pontos energéticos no corpo, apresenta taxas de sucesso em mais de 80% dos casos. Este tratamento é uma das terapias da medicina tradicional chinesa mais conhecida em Portugal.
 

De acordo com o comunicado enviado à Alert, na cessação tabágica, a abordagem é normalmente dupla: uma sessão focada no tratamento físico da habituação e uma segunda fase dedicada à componente psicológica.
 

Ao longo desta última fase, a aplicação das agulhas induz a produção de hormonas de prazer, como a endorfina, serotonina e dopamina, reduzindo a ansiedade e o prazer no ato de fumar. O processo é completado por um elixir de ervas medicinais chinesas cuja inalação ajuda a controlar a vontade de fumar.
 

De acordo com a especialista com mais de 30 anos de experiência em medicina tradicional chinesa (MTC), Wenqian Chen, “a acupuntura é muito eficaz para quem pretende deixar de fumar, diminuindo o stress e ansiedade associados à privação. No CTC, mais de 80% dos doentes eliminam a dependência em média em três sessões. Quando o consumo é inferior a dois maços por dia, 85% deixam de fumar após a primeira sessão.”
 

O tabagismo é responsável por seis milhões de mortes anuais, ultrapassando o número de vítimas da SIDA, malária e varíola juntas. Menos de 30% dos fumadores conseguem deixar de fumar sem apoio. No entanto, o acompanhamento especializado durante a cessação duplica as hipóteses de sucesso do mesmo.
 

Os riscos induzidos pelo consumo de tabaco incluem as doenças coronárias e do foro respiratório, bem como alguns tipos de cancro. Os efeitos nocivos do consumo de tabaco afetam não só os fumadores, como também os não fumadores. Segundo a OMS, registam-se 600 000 mortes anuais de fumadores passivos, dos quais 28 por cento são crianças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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