Acto de morrer passa de casa para hospitais e lares

Dados de uma tese de mestrado em Bioética

09 janeiro 2006
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O acto de morrer deixou de ser em família para passar para o hospital, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, citados pelo padre José Nuno Silva, no âmbito da sua tese de mestrado em Bioética.
 

 

A alteração da tendência tem vindo a consolidar-se da década de 70 do século XX até ao início do novo milénio. De acordo com a tese, em 1970, 70 026 portugueses faleceram no domicílio devido a doença e 17 544 no hospital. No ano 2000, a situação inverteu-se: 36 486 morreram em casa e 55 756 numa unidade hospitalar.
 

 

Nas mortes no domicílio, no princípio da década de 70 até aos anos 80, registou-se uma diminuição de quase 16%; nos 10 anos seguintes, a quebra foi de mais de 14%, enquanto entre 1990 e o ano 2000 foi de 13%.
 

 

Nos últimos anos, no entanto, surgiu um dado novo. Entre a casa e o hospital aparece um outro local onde se morre cada vez com mais frequência. José Nuno Silva explica que o crescimento do número de óbitos ''noutros locais'', certamente tem a ver com o aparecimento de lares de idosos. O crescimento de mortes nestas instituições é acompanhado, segundo o autor do estudo, "por um abrandamento no imparável crescimento de óbitos no hospital".
 

 

Fonte: Diário de Notícias
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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