Ações não falam mais alto do que palavras no que diz respeito ao perdão

Conclusões de estudo publicadas no “Journal of Positive Psychology”

26 julho 2012
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Estudo levado a cabo pela Baylor University, nos EUA, e publicado na revista científica “Journal of Positive Psychology”, conclui que as pessoas têm mais tendência para perdoar se um pedido de desculpas for acompanhado por uma ação de reparação da ofensa.

 

No estudo participaram 136 alunos de licenciatura de psicologia que foram colocados em cubículos individuais. Cada um foi informado que seriam distribuídas rifas que tinham um prémio associado. Esta distribuição seria feita em três rondas, sendo distribuídas dez rifas por ronda a serem dividas pelo participante e por um parceiro desconhecido. Cada participante foi também informado que poderia receber um bilhete do parceiro.
 

Na primeira ronda, os participantes receberam apenas duas das dez rifas que deveriam ser repartidas entre o participante e o parceiro. Na segunda, receberam nove rifas cada um. A alguns participantes foi-lhes dito que a distribuição foi feita pelo parceiro, a outros que foi um acaso.
 

Alguns participantes receberam um bilhete do parceiro a pedir desculpa e a mostrar arrependimento pelo engano na ronda anterior. Outros receberam também rifas dos parceiros na segunda ronda como forma de reparação. Na última ronda, os participantes tiveram a oportunidade de distribuir eles próprios as rifas.
 

Os investigadores analisaram a ligação entre pedido de desculpa, restituição, empatia e perdão, e mediram o perdão através de duas formas: comportamento (quantas rifas entregaram aos parceiros na terceira ronda) e respostas a questionários (onde os participantes quantificaram a sua motivação para perdoar).
 

Embora fazer as pazes possa facilitar o perdão, nem todas as pazes compensam totalmente uma ofensa. Para reparar totalmente uma ofensa pode ser necessário um pedido de perdão, embora o perdão concedido possa ser um “perdão silencioso”, enquanto a reparação sem pedido de desculpa pode conduzir a um “perdão sem substância”, em que os ofensores são mais bem tratados, mas não são necessariamente perdoados.
 

Os resultados sugerem que, no caso de procurarem o perdão psicológico e interpessoal das vítimas, os transgressores devem conjugar pedido de desculpa e reparação. Aparentemente, palavras e ações falam mais alto em conjunto.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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