Acne: resveratrol pode ajudar no seu combate

Estudo publicado na revista “Dermatology and Therapy”

03 outubro 2014
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O resveratrol, um antioxidante presente nas uvas e vinho, inibe o crescimento da bactéria causadora da acne, dá conta um estudo publicado na revista “Dermatology and Therapy”.
 

Os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, também constataram que o resveratrol combinado com um fármaco utilizado habitualmente no tratamento da acne, o peróxido de benzoíla, poderá aumentar a capacidade de o fármaco matar a bactéria, o que pode traduzir-se em novos tratamentos.
 

O resveratrol é uma substância com propriedades antioxidantes, ou seja, é capaz de inibir a formação de radicais livres que danificam as células e tecidos. Por outro lado, o peróxido de benzoíla é um oxidante que mata a bactéria causadora da acne, Propionibacterium acnes, através da formação de radicais livres.
 

Uma vez que os dois compostos têm ações opostas, os investigadores inicialmente pensavam que a combinação das duas anularia o efeito uma da outra. Contudo, o estudo demonstrou que “a combinação do oxidante com o antioxidante poderá aumentar as propriedades de cada um e ajudar a suster a atividade antibacteriana durante um maior período de tempo”, explicou, em comunicado de imprensa, a primeira autora do estudo, Emma Taylor.
 

De forma a chegar a estas conclusões, os investigadores adicionaram a uma cultura de Propionibacterium acnes várias concentrações de resveratrol e peróxido de benzoíla, isoladamente e em conjunto. O crescimento ou a morte bacteriana foi monitorizado ao longo de 10 dias.
 

Os autores do estudo verificaram que todas as concentrações de peróxido de benzoíla foram capazes de matar a bactéria. Contudo, o efeito foi de curta duração não tendo perdurado para além das primeiras 24 horas. Verificou-se que o resveratrol não apresentou uma grande capacidade para matar a bactéria, mas inibiu o crescimento bacteriano durante um longo período de tempo. Surpreendentemente, a combinação dos dois compostos teve efeitos mais eficazes.
 

Os investigadores também cultivaram células da pele humanas e sanguíneas com os dois compostos, de forma a testar a sua toxicidade. O estudo apurou que o peróxido de benzoíla era mais tóxico que o resveratrol, o que poderá explicar por que motivo a pele fica vermelha e irritada quanto este fármaco é utilizado em concentrações elevadas como tratamento tópico.
 

A investigadora referiu que a combinação dos dois compostos permitiu prolongar os efeitos antibacterianos e minimizar a toxicidade nas células da pele não afetadas. Emma Taylor espera que estes resultados conduzam ao desenvolvimento de tratamentos tópicos mais eficazes e menos irritantes para acne.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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