Ácidos gordos ómega-3 poderão não proteger contra doenças cardiovasculares

Estudo publicado no “JAMA”

17 setembro 2012
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O consumo de ácidos gordos ómega-3 polinsaturados afinal não reduz o risco de enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte prematura, refere um estudo publicado do “JAMA”.


Os ácidos gordos ómega-3 polinsaturados são considerados essenciais para o desenvolvimento do coração e de outras partes do corpo. Os alimentos que são ricos neste tipo de ácidos incluem as nozes e peixes gordos como o salmão, cavala, arenque e sardinha. Adicionalmente, estes podem ser ingeridos sob a forma de suplementos, como o óleo de peixe.


Apesar de ainda não se saber ao certo como é que estes afetam a saúde do coração e a circulação, alguns estudos sugerem que os ácidos gordos ómega-3 polinsaturados diminuem os níveis de triglicerídeos, impedem a ocorrência de arritmias graves e reduzem a aglutinação de plaquetas e a pressão arterial.


Contudo, alguns cientistas não concordam com esta visão, tendo também as autoridades reguladoras diferentes opiniões. A Food and Drug Administration (FDA) aprovou o seu uso apenas para diminuir os níveis de triglicerídeos em pacientes com hipertrigliceridemia, enquanto outros, mas não todos, os reguladores europeus aprovaram a sua utilização para a redução do risco cardiovascular.


Assim, de forma a tentar clarificar esta situação, os investigadores do Hospital Universitário de Ioannina, na Grécia, fizeram uma revisão bibliográfica de 20 estudos, que contaram com a participação de 68.680 indivíduos.


Após terem analisado detalhadamente os resultados, os investigadores não encontraram qualquer associação significativa entre a toma de ácidos gordos ómega-3 polinsaturados e a mortalidade por qualquer causa – morte cardíaca, morte repentina, enfartes agudos do miocárdio e acidente vascular cerebral.


Os autores sugerem que, de acordo com estes resultados, “não se justifica a utilização de ácidos gordos ómega-3 como uma intervenção estruturada na prática clínica corrente nem a sua administração através da dieta”.


Contudo, os investigadores referem que apesar destes resultados não apoiarem os benefícios cardiovasculares destes suplementos, poderá haver determinados grupos que beneficiem da sua toma e, por outro lado, podem também existir fatores que influenciam o seu efeito, tal como a dose e o tempo de toma dos suplementos.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.  
 

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