Ácidos gordos ómega 3 podem diminuir risco de cancro da mama nas mulheres obesas

Estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”

02 março 2016
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O consumo de ácidos gordos ómega 3 pode diminuir o risco de cancro da mama nas mulheres obesas pós-menopáusicas, sugere um estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”.
 
A obesidade é o principal fator de risco nas mulheres pós-menopáusicas. Os investigadores acreditam que a inflamação aumentada é uma causa importante neste tipo de população. 
 
“Os ácidos gordos ómega 3 têm um efeito anti-inflamatório, esta é uma razão pela qual suspeitamos que estes podem ser particularmente eficazes nas mulheres obesas”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Andrea Manni. 
 
Alguns estudos epidemiológicos têm sugerido que os ácidos gordos ómega 3 protegem contra o cancro da mama, contudo os resultados têm sido inconsistentes. Na opinião da investigadora, esta inconsciência poderá ser justificada pelos dados provenientes das mulheres com peso normal. Na verdade, estas mulheres têm menos inflamação do que as mulheres obesas e, portanto, beneficiam menos do efeito anti-inflamatório dos ácidos gordos ómega 3.
 
De forma a tentar esclarecer esta temática, os investigadores do Colégio de Medicina do Estado da Pensilvânia, nos EUA, analisaram a influência da prescrição de suplementos de ácidos gordos ómega 3 na densidade mamária em mulheres com peso diferente. A densidade mamária é um conhecido biomarcador do risco de cancro da mama, podendo funcionar também como um fator de risco independente.
 
Para o estudo os investigadores contaram com a participação de 266 mulheres pós-menopáusicas com uma elevada densidade mamária. As participantes foram divididas em quatro grupos distintos. Um grupo controlo que não estava a fazer qualquer medicação, o segundo grupo estava a tomar um antiestrogénio, o terceiro tomava Lovaza (um fármaco que é metabolizado em ácidos gordos ómega 3) e por último o quarto tomava uma combinação dos dois fármacos.
 
Após dois anos, os investigadores constaram que o aumento dos níveis de ácidos gordos ómega 3 estava associado a uma redução da densidade mamária, mas apenas nas mulheres que estavam perto da obesidade.
 
Apesar do fármaco Lovaza conter ácidos gordos DHA (375 miligramas) e ácidos gordos EPA (465), apenas os níveis dos ácidos gordos DHA foram associados a uma redução da densidade mamária.
 
“Estes achados apoiam a ideia de que os ácidos gordos ómega-3, especificamente os DHA são preferencialmente protetores nas mulheres pós-menopáusicas e obesas. Isto representa um exemplo de uma abordagem personalizada para a prevenção do cancro da mama”, concluiu Andrea Mann.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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