Ácidos gordos ómega 3 influenciam concentração e aprendizagem das crianças

Estudo publicado na revista “PLOS One”

17 setembro 2013
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A capacidade de concentração e de aprendizagem das crianças são influenciadas pelos níveis sanguíneos de ácidos gordos ómega 3 DHA presentes nomeadamente no peixe, sugere um estudo publicado na revista “PLOS One”.
 

Os ácidos gordos de cadeia longa, o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA), encontrados no peixe, marisco e em algumas algas, são essenciais para a estrutura e função cerebral assim como para a manutenção da saúde cardíaca e do sistema imunitário. Deste modo recomenda-se a ingestão de peixe pelo menos duas vezes por semana, uma vez, que tal como as vitaminas, os ácidos gordos ómega 3 são provenientes da dieta.  
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, contaram com a participação de 493 crianças que tinham entre sete a nove anos, cujas capacidades de leitura se encontravam abaixo da média. De acordo com os pais destas crianças, cerca de nove em 10 ingeria peixe menos de duas vezes por semana, e cerca de um em cada dez nunca consumia este tipo de alimento.
 

Após terem analisado o sangue dos participantes, os investigadores constataram que, em média, menos 2% dos ácidos gordos das crianças eram ácidos gordos ómega 3 DHA e 0,5% eram ácidos gordos ómega 3 EPA., ou seja um total de cerca de 2,45 % de ácido gordos ómega 3 de cadeia longa. Estes são resultados abaixo dos 4% recomendados pelos investigadores de forma a manter a saúde cardiovascular dos adultos e dos 8 a 12% tendo em conta um saúde cardíaca ótima.
 

Os investigadores referem que, tendo por base uma amostra de cerca de 500 crianças, foi verificado que os níveis de ácido gordos ómega 3 sanguíneo eram capazes de prever o comportamento, bem como a capacidade de aprendizagem das crianças. Níveis elevados destes ácidos, particularmente o de DHA, foram associados com melhores capacidade de leitura e memória, assim como menos problemas de comportamento pontados pelos professores e pais.
 

“Não podemos saber quais são as implicações que, a longo prazo, os níveis baixos de ácidos gordos ómega 3 têm. Contudo, este estudo sugere que provavelmente as crianças não estão a ingerir quantidades suficientes destes ácidos, necessários para a saúde do cérebro, coração e sistema imunitário”, revelou, em comunicado de imprensa, o coautor do estudo, Alex Richardson.
 

Estes achados são uma continuação daqueles obtidos anteriormente pela mesma equipa de investigadores, os quais demonstraram que a ingestão de suplementos de ácidos gordos ómega 3 de cadeia longa era benéfica para as crianças com dislexia, dispraxia, e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, bem como outras condições relacionadas. Agora estes achados foram estendidos à população escolar geral.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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