Ácidos gordos ómega-3 diminuem risco de esclerose lateral amiotrófica

Estudo publicado na revista “JAMA Neurology”

17 julho 2014
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Ácidos gordos ómega-3 insaturados provenientes de legumes ou fontes marinhas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de uma doença neurodegenerativa mortal, a esclerose lateral amiotrófica, sugere um estudo publicado na revista “JAMA Neurology”.
 

Os ácidos gordos ómega-3 insaturados podem ajudar a modelar a inflamação e o stress oxidativo, mecanismos estes que têm sido associados à esclerose lateral amiotrófica e a outras doenças neurodegenerativas.
 

Neste estudo, os investigadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, contaram com a participação de mais de um milhão de indivíduos, tendo analisado o efeito do consumo de ácidos gordos ómega-3 e 6 no risco de desenvolvimento de esclerose lateral amiotrófica. Todos os participantes preencheram questionários sobre a dieta adotada.
 

Os investigadores verificaram que, em média, os homens ingeriam 1,40 a 1,85g/dia e 11,82 a 15,73 g/dia de ácidos gordos ómega-3 e 6, respetivamente. Por outro lado, as mulheres consumiam, em média, 1,14 a 1,43 g/d de ácidos gordos ómega-3 e 8,94 a 12,01 g/d de ácidos gordos ómega-6. No total foram diagnosticados 995 casos de esclerose lateral amiotrófica ao longo do período de acompanhamento, que variou entre nove a 24 anos.
 

O estudo apurou que uma maior ingestão de ácidos gordos ómega-3 estava a associada a um menor risco de esclerose lateral amiotrófica. O consumo de ácido alfa-linoleico, encontrado em vegetais e em frutos de casca rija, e os ácidos gordos ómega-3 de origem marinha foram os que contribuíram para esta associação. Contudo, foi verificado que o consumo de ácidos gordos ómega-6 não teve qualquer efeito no risco de desenvolvimento da doença.
 

“Em geral os resultados do nosso estudo sugerem que os indivíduos que ingerem elevadas quantidade de ácidos gordos ómega-3 insaturados e ácido alfa-linoleico apresentam um menor risco de esclerose lateral amiotrófica”, referiram os investigadores em comunicado de imprensa.
 

Na opinião dos investigadores deveriam ser realizados mais estudos, os quais deveriam incluir biomarcadores do consumo de ácidos gordos polinsaturados e determinar se um elevado consumo de ácidos gordos ómega-3 poderia beneficiar os indivíduos já diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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