Ácidos gordos ómega-3: benefícios vão muito para além do pensado

Estudo publicado na revista “PLOS One”

28 janeiro 2014
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Os ácidos gordos ómega-3, especificamente o ácido docosahexaenóico (DHA), têm um benéfico mais abrangente do que o anteriormente pensado, podendo ser também importantes na prevenção esteatose hepática, vulgarmente conhecida por fígado gordo, revela um estudo publicado na revista “PLOS One”.
 

Os investigadores da Universidade de Oregon State, nos EUA, e de outras instituições constataram que a toma de suplementos de DHA, em níveis muitas vezes prescritos para reduzir os níveis de triglicerídeos, parece ter efeitos inesperados. Foram observadas alterações ao nível das vitaminas, metabolismo dos hidratos de carbono, função proteica e dos aminoácidos, bem como no metabolismo dos lípidos.
 

O estudo apurou que a toma de suplementos de DHA impediu parcial ou totalmente os danos metabólicos frequentemente associados a adoção de uma dieta ocidental, a qual inclui um consumo exagerado de carne vermelha, açúcar, gordura saturada e cereais processados.
 

“Ficamos surpreendidos ao ter verificado que os ácidos gordos ómega-3 podem afetar um elevado números de vias biológicas. A maioria dos estudos tinha apenas encontrado efeitos ao nível do metabolismo dos lípidos e da inflamação. Mas ao que parece os efeitos dos ácidos gordos ómega-3 vão muito mais além”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Donald Jump.
 

Os ácidos gordos ómega-3 têm sido alvo de vários estudos, os quais têm fornecido resultados contraditórios. De acordo com os investigadores, estes resultados podem ser talvez em parte explicados pela quantidade de suplementos utilizada e pela relativa abundância de dois ácidos gordos ómega-3, o DHA e o ácido icosapentaenóico (EPA).
 

Neste estudo os investigadores também verificaram que o DHA tinha, comparativamente com o EPA, uma maior capacidade para impedir a formação de metabolitos prejudiciais. Foi verificado que a toma de suplementos de DHA foi capaz de reduzir, em mais de 65%, as proteínas envolvidas na fibrose do fígado.  
 

Os autores do estudo referem ainda que tem sido realizada muita investigação em torno da esteatose hepática e que eles estão só agora a começar a explorar o potencial do DHA na prevenção ou no abrandamento da progressão da doença.
 

“O óleo de peixe, um suplemento habitualmente utilizado para fornecer ácidos gordos ómega-3, também não é prescrito para regular os níveis de glucose nos diabéticos. Contudo, os nossos estudos também sugerem que o DHA poderá reduzir a formação dos metabolitos da glucose prejudiciais que estão associados às complicações da diabetes”, adiantou ainda Donald Jump.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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