Ácidos gordos ómega 3 associados a uma maior sobrevivência ao cancro do intestino

Estudo publicado na revista “Gut”

27 julho 2016
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Um consumo elevado de ácidos gordos ómega-3, derivados do óleo de peixe, pode ajudar a diminuir o risco de morte dos pacientes com cancro colorretal, sugere um estudo publicado na revista “Gut”.
 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que os ácidos gordos ómega-3 polinsaturados, com o ácido eicosapentaenóico, ácido docosahexaenóico e ácido docosapentaenóico são capazes de impedir o crescimento de tumores e conter o fornecimento de sangue às células malignas.
 

Neste estudo, os investigadores do Hospital Geral de Massachusetts e da Universidade de Harvard, nos EUA, utilizaram dados de dois grandes estudos, um que incluiu 121.700 participantes com idades compreendidas entre os 30 e os 55 anos e outro que contou com a participação de 51.529 homens que tinham entre 40 a 75 anos.
 

Todos os participantes preencheram um questionário detalhado sobre a sua história clínica e fatores do estilo de vida. Os dados sobre os hábitos alimentares foram atualizados a cada quatro anos e incluíram a frequência com que ingeriram determinados alimentos, que podia variar entre nunca ou menos de uma vez por mês, a seis ou mais vezes por dia.
 

Entre os 1.659 participantes que desenvolveram cancro dos intestinos, 561 morreram. Com base na análise das dietas, os investigadores verificaram que os que consumiam maiores quantidades de ácidos gordos ómega-3 provenientes de peixes gordos eram mais propensos a ser fisicamente mais ativos, a tomar multivitaminas, a beber álcool e a consumir mais vitamina D e fibras. Estes tendiam também a não fumar, fatores estes associados a um menor risco de cancro do intestino.
 

Contudo, aqueles diagnosticados com este tipo de cancro e cujas dietas continham elevadas quantidades de ácidos gordos ómega-3 apresentavam um menor risco de morrerem da doença. A redução da mortalidade pareceu estar associada à quantidade de ácidos gordos ómega-3 ingerida, quanto maior era a ingestão menor era o risco.
 

Comparativamente com os pacientes que consumiam diariamente menos de 0,1 g de ácidos gordos ómega-3, aqueles que consumiam diariamente pelo menos 0,3 g, após o diagnóstico, apresentavam um risco 41% menos de morrer da doença.
 

A associação entre o consumo de ácidos gordos ómega-3 e um menor risco de morte foi particularmente evidente para aqueles que eram altos, tinham um índice de massa corporal menor que 25 ou que não tomavam aspirina regularmente.
 

Os investigadores referem que este é um estudo observacional e, portanto, não podem ser obtidas conclusões claras, mas estes resultados fornecem as primeiras evidências para o impacto potencialmente positivo do consumo de ácidos gordos ómega-3 na sobrevivência ao cancro.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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