Ácido úrico pode ajudar na recuperação de acidente vascular cerebral

Estudo publicado na revista “Stroke”

15 julho 2015
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As mulheres que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC) apresentam uma melhor possibilidade de recuperação sem deficiências se o ácido úrico for incluído no tratamento, dá conta um estudo publicado na revista “Stroke”.
 

O AVC é um evento que muda a vida dos pacientes, tendo impacto no seu bem-estar psicológico e físico. A reabilitação das vítimas de AVC é um passo crucial na recuperação destes doentes.
 

Para o estudo, os investigadores do Hospital Clinic Chamorro, em Espanha, analisaram uma base de dados de 2014, a URIC-ICTUS, que inclui 409 pacientes (206 mulheres e 205 homens) que tinham sofrido um AVC. A metade dos pacientes foi administrado mil miligramas de ácido úrico ou um placebo através de uma infusão intravenosa.
 

Após terem analisado novamente os dados com cuidado, os investigadores verificaram que 42% das mulheres tratadas com ácido úrico apresentaram, três meses após o AVC, menos deficiências comparativamente com 29% das mulheres que tomaram placebo.
 

O estudo apurou também que as mulheres tinham menos tecido morto resultante da falta de fornecimento de oxigénio após terem sido tratadas com ácido úrico. Contudo, não se verificou nenhuma diferença entre os homens tratados com ácido úrico ou placebo.
 

No AVC isquémico, a forma mais comum de AVC, um coágulo aloja-se na artéria que fornece oxigénio ao cérebro. Após a remoção do coágulo, o oxigénio pode voltar a entrar no cérebro, mas também liberta moléculas prejudiciais, conhecidas por radicais livres, que danificam o tecido circundante.
 

Apesar de os níveis elevados de ácido úrico poderem conduzir a problemas de saúde, tais como cálculos renais e gota, o estudo demonstrou que estes podem ser utilizados para neutralizar os efeitos dos radicais livres. De acordo com o autor principal do estudo, Ángel Chamorro, o efeito do ácido úrico foi maior nas mulheres, porque estas têm tradicionalmente níveis mais baixos deste tipo de ácido no organismo.
 

No estudo, as mulheres eram cerca de sete anos mais velhas do que os homens e eram mais suscetíveis de ter um batimento cardíaco irregular, pressão arterial elevada e outras condições. Ángel Chamorro acredita que os resultados do ácido úrico seriam mais impressionantes se fosse testado em pacientes mais jovens e saudáveis.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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