Ácido fólico: tomado por uma percentagem reduzida de mulheres

Relatório do Instituto Nacional de Saúde

28 julho 2015
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A toma de ácido fólico antes da gravidez é feita por uma percentagem reduzida de mulheres e pode estar a comprometer a prevenção de algumas anomalias congénitas, como os defeitos do tubo neural, segundo um relatório do Instituto Nacional de Saúde.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, no Registo Nacional de Anomalias Congénitas deu-se um ligeiro aumento da percentagem das grávidas que iniciaram suplemento de ácido fólico antes da gravidez entre 2004 e 2010, mas que ainda assim só representavam 6,2% das mulheres.
 

“A prevenção primária dos defeitos do tubo neural pode estar comprometida, considerando a reduzida percentagem de mulheres que tomou ácido fólico na fase pré-concecional”, refere o relatório do Registo de Anomalias Congénitas divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).
 

O documento refere que toda a mulher que deseja engravidar deve iniciar suplemento com ácido fólico pelo menos dois meses antes de suspender o método contracetivo utilizado.
 

“A grande maioria das grávidas iniciou a toma de ácido fólico durante o 1º trimestre da gravidez (26,6%), o que compromete a redução da prevalência dos defeitos do tubo neural, uma vez que o encerramento do tubo neural acontece antes do final do primeiro mês de vida do embrião”, indica o documento do INSA.
 

Os defeitos do tubo neural (DTN) são uma das anomalias congénitas mais frequentes no mundo ocidental e englobam várias situações, desde formas letais (como a anencefalia) a outos problemas corrigíveis.
 

O relatório relembra que as anomalias congénitas se tornaram uma das principais causas de mortalidade e morbilidade infantil e traça o cenário em Portugal no período de 11 anos, de 2000 a 2010.
 

Ao longo deste período foram notificados 11.502 casos e diagnosticadas mais de 17 mil anomalias, com as múltiplas anomalias a serem registadas em menos de três em cada dez casos.
 

As anomalias cardiovasculares surgem como as mais prevalentes, com 38,8 casos por dez mil nascimentos, seguido das alterações musculoesqueléticas. As anomalias em cromossomas apresentaram uma prevalência de 13,42 casos por dez mil nascimentos.
 

A deteção precoce dos casos de anomalias congénitas tem aumentado e está relacionada com a melhoria dos cuidados de saúde durante a gestação, com 43% das situações a serem diagnosticadas na fase pré-natal.
 

Cerca de 80% das gestações com anomalias genéticas terminaram no nascimento de uma criança viva, em 17,4% das gestações os pais optaram pela interrupção médica da gravidez e 1,6% das gravidezes terminou em morte fetal.
 

O Registo Nacional de Anomalias Congénitas exclui todos os casos de defeitos metabólicos ou funcionais, assim como as deformações ou lesões devidas a traumatismo no parto.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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