Ácido fólico pode impedir hipertensão nas mulheres...

...mas apenas o que é tomado em suplementos alimentares

26 janeiro 2005
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O ácido fólico, abundante nos frutos e legumes, impede a hipertensão arterial nas mulheres se for tomado em altas doses, graças à sua acção relaxante sobre os vasos sanguíneos. Contudo, o ácido fólico não tem qualquer efeito sobre a tensão arterial quando é absorvido através do consumo normal da fruta e dos legumes.
 

 

Segundo o estudo, divulgado pelo norte-americano Journal of the American Medical Association (JAMA), só a sua absorção em doses elevadas, sob a forma de suplementos alimentares, parece ter efeitos nos vasos sanguíneos.
 

 

«Mas apesar das conclusões deste estudo serem encorajadoras, não estamos ainda prontos para recomendar às mulheres que tomem doses elevadas de ácido fólico enquanto não forem feitos estudos suplementares», avisou John Forman, do Hospital das Mulheres de Boston (Massachusetts, Estados Unidos).
 

 

Esta investigação foi realizada em dois grupos de mulheres. O primeiro, entre 1991 e 1999, incidiu sobre 93.803 mulheres com idades entre 27 e 44 anos, e o segundo, entre 1990 e 1998, sobre 62.260 mulheres de 43 a 70 anos.
 

 

No grupo de mulheres mais jovens, os cientistas descobriram que as que tomavam pelo menos mil microgramas de ácido fólico diariamente com suplementos beneficiavam de uma diminuição de 46 por cento dos riscos de hipertensão, em comparação com as que absorviam menos de 200 microgramas por dia.
 

 

No segundo grupo de mulheres, de 43 a 70 anos, as que consumiam doses elevadas de ácido fólico conseguiram baixar em 18 por cento o seu risco de hipertensão arterial, salienta também o estudo. Doses elevadas - pelo menos 400 microgramas - de ácido fólico são já recomendadas às mulheres grávidas para proteger o feto de problemas graves que afectem o cérebro e a espinal-medula.
 

 

Como o estudo foi efectuado só com mulheres, os investigadores disseram não dispor de dados para afirmar se o ácido fólico em altas doses tem os mesmos efeitos nos homens.
 

 

Fonte: Lusa
 

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