Ácido fólico aumenta risco de desenvolvimento de cancro

Estudo publicado no "Journal of the American Medical Association"

23 novembro 2009
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Apesar de a ingestão de ácido fólico através da alimentação evitar muitos problemas neonatais, pode também aumentar o risco de desenvolvimento de cancro, revela um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.

 

Desde 1998, muitos países decidiram começar a fortificar certos alimentos, sobretudo farinhas, com ácido fólico (vitamina B9) com o objectivo de diminuir a incidência de malformações do tubo neural nos fetos. Contudo, a líder deste estudo, Marta Ebbing, revela que “a fortificação e a suplementação poderá não ser tão segura como se pensava”.

 

Para este estudo, os investigadores do Haukeland University Hospital, em Bergen, Noruega, recolheram, de dois ensaios, os dados relativos a 6.837 pacientes que sofriam de doenças cardiovasculares. Esses dois ensaios tinham sido concebidos para verificar se a vitamina B poderia reduzir a homocisteína, uma proteína associada a um risco aumentado de doença cardiovascular.

 

Nesses estudos, que ocorreram entre 1998 e 2005, os pacientes foram divididos em quatro grupos distintos: os que foram tratados com ácido fólico e vitaminas B12 e B6, um segundo grupo que foi tratado com ácido fólico e vitamina B12, um outro grupo que só tomou vitamina B6 e um quarto grupo ao qual foi administrado um placebo.

 

Os investigadores constataram que os pacientes que receberam ácido fólico tinham uma probabilidade 21% maior de desenvolver cancro. Dos 341 pacientes que receberam o ácido fólico e desenvolveram cancro, 136 morreram, o que significa um risco de morte 38% mais elevado do que o daqueles que não tomaram ácido fólico e desenvolveram cancro.
 

O presente estudo revelou também que os cancros mais associados à toma de ácido fólico foram o colorrectal, o do pulmão e o da próstata.

 

No total, 16,1% dos pacientes que receberam ácido fólico e vitamina B12 morreram por qualquer causa, o que aconteceu a 13,8% dos pacientes que não tomaram nem o ácido fólico nem a vitamina B12.

 

Marta Ebbing defende que a saúde pública e as autoridades de segurança alimentar devem ter em consideração estes resultados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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