Acidentes de trabalho vitimam cerca de mil trabalhadores por dia
28 abril 2002
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Portugal continua a ser o país da Europa com maior taxa de acidentes de trabalho, uma realidade lembrada pelas centrais sindicais hoje, Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, que pedem ao governo medidas urgentes.
 

 

Dados referidos pela Inspecção Geral do Trabalho e pela CGTP referem que ocorrem em Portugal cerca de 1000 acidentes por dia útil, um dos quais mortal. Em 2001 morreram 280 pessoas no local de trabalho (sem contar com os que morrem em casa ou no hospital em consequência de acidentes de trabalho), 156 das quais na construção civil.
 

 

As centrais sindicais não se conformam com a elevada sinistralidade laboral do país e exigem a tomada de medidas urgentes que ponham fim à situação.
 

 

A CGTP, num folheto que vai ser distribuído hoje, "Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho", defende que o problema tem de ser atacado nas suas causas, que o governo tem de fazer cumprir a legislação e que os culpados tem de ser punidos.
 

 

A ausência de uma cultura de prevenção, a insuficiência da fiscalização, horários de trabalho excessivamente prolongados e a proliferação do trabalho precário e ilegal são outros dos factores salientados pela Intersindical.
 

 

A UGT também vai assinalar a data com um texto em que apela à implementação do Acordo sobre condições de Trabalho, Higiene e Segurança no trabalho e Combate à Sinistralidade", assinado em 2001 em sede de concertação social.
 

 

A central sindical "exige a tomada de medidas claras, aliás a maior parte delas já previstas no Acordo, e o reforço da actividade inspectiva" para se conseguir travar a sinistralidade laboral.
 

 

O Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho foi instituído em Portugal em 2001 por resolução da Assembleia da República.
 

 

Esta data é assinalada um pouco por todo o mundo como "Dia internacional de luto pela vítimas de acidentes de trabalho e de doenças profissionais" e foi instituída pela Confederação Internacional de Sindicatos Livres.
 

 

A partir deste ano é reconhecida e apoiada pela Organização internacional do Trabalho.
 

 

Fonte: Lusa
 

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